INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Sobretaxa pode tirar frango brasileiro da jogada

    Não há ilegalidade nas novas taxas de importação anunciadas pela África do Sul para cinco linhas de produtos de frango vendidas pelo Brasil carcaças, frango inteiro, cortes com osso, desossados e miúdos. Mas o impacto negativo das novas tarifas pode ir bem além dos US$ 15 milhões a mais que serão pagos anualmente em imposto.
    Com concorrentes como a União Europeia, isentos de tributos, o país deve perder espaço nos embarques de frango inteiro – que somaram cerca de 7 mil toneladas em 2012.
    – Podemos perder cerca de US$ 50 milhões por ano de participação de mercado para os europeus, porque o bloco tem acordo com os sul-africanos – pondera Ricardo Santin, diretor de mercados de União Brasileira de Avicultura (Ubabef).
    Tanta preocupação em torno da África do Sul faz sentido. O país foi o sétimo maior comprador, em volume, de carne de frango brasileira no ano passado. Foram 186 mil toneladas, que geraram receita de US$ 156 milhões.
    Com um histórico de disputa, a África do Sul já ameaçou o Brasil com um processo por dumping. Mas as autoridades sul-africanas acabaram desistindo da ação. Agora, apelam para um recurso legal – ao adotar a tarifa cheia que lhe é permitida – para tentar barrar a entrada do frango brasileiro. A taxa do frango inteiro, por exemplo, passou de 27% para 82%.
    A Ubabef vai pedir aos ministérios da Agricultura, Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria e Comércio que o Brasil adote reciprocidade de tratamento em relação à África do Sul. Para Santin, não existe mais espaço para protecionismo. Além disso, o Brasil precisa assumir seu protagonismo e buscar acordos com mercados que lhe interessem.
    Ontem, a Ubabef divulgou os números das exportações brasileiras de frango para o mês de setembro, quando houve queda de 1% em volume e de 7,9% em receita. No acumulado do ano, o volume embarcado, 2,86 milhões de toneladas, é 2% menor, mas a receita, US$ 5,99 bilhões, é 6,7% maior do que igual período de 2012.

  • Na passarela da produção

    Pai da supermodelo Gisele Bündchen, o sociólogo Valdir Bündchen (foto menor) irá conversar com produtoras rurais na 18ª edição do Encontro de Mulheres. O evento será realizado amanhã pela Cotrijal, no Parque da Expodireto, em Não-Me-Toque, e promete atrair um público de 2 mil convidados.
    – Se a gente quer entender as mulheres, precisa saber como estão se sentindo. A mulher, hoje, está cheia de coragem, de projetos mas, ao mesmo tempo, com muita pressão – observa.
    Com o tema Construindo Uma Nova Mulher, o sociólogo faz um ensaio para um grande projeto que está desenvolvendo. Com base em seis diferente disciplinas (antropologia, psicologia, sociologia, filosofia, jornalismo e administração) irá levar o debate a 50 cidades brasileiras em 2014 e outras 50 cidades em 2015.
    Em Não-Me-Toque, Valdir pretende interagir com as produtoras. Além de levar questionamentos, irá falar sobre autoconhecimento e aptidões.
    – Como tenho seis mulheres em casa, venho há mais de 20 anos pesquisando esse tema – brinca Valdir, em relação às filhas.

  • Valdir Bündchen

  • A quantidade de defensivos agrícolas ilegais apreendidos neste ano, entre janeiro e agosto, é 67% maior do que em igual período do ano passado. Em 2013, foram 23,17 toneladas, segundo o Sindicato da Indústria Nacional de Produtos para a Defesa Agrícola (Sindag). Em 2012, o total chegou a 13,86 toneladas.

  • Novo comando para a produção de soja

    Com 42 anos “de lavoura”, Décio Lopes Teixeira é o novo presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS). Natural de Ijuí, é morador de Cruz Alta, onde cultiva o grão, além de uma área em Joia. Uma das principais metas à frente da entidade será evitar modificações na lei de cultivares.
    Teixeira entende que o grande desafio no ciclo 2013/2014, que começa a ser plantado em outubro no Estado, será manter a boa colheita:
    – Se o clima for bom, acredito que teremos um salto de produção.
    O avanço da soja para áreas de pecuária é visto como algo benéfico. Na contramão do momento, porém, Teixeira, tem feito investimentos em um pequeno plantel de gado de corte.

  • A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto de lei que cria a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
    A proposta segue agora para apreciação do Senado.

Fonte: Zero Hora

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