INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Do campo para a pista

    A cabanha Umbu, de Uruguaiana (foto acima), deu a largada, ontem, na temporada de remates de primavera da Fronteira Oeste, colocando em pista 363 animais, entre machos e fêmeas das raças angus e brangus. As vendas somaram R$ 929,47 mil, com média de R$ 5,96 mil para machos e R$ 2,42 mil para as fêmeas. O lote mais valorizado foi de um touro, que saiu por R$ 9,75 mil.
    – Consideramos o resultado muito positivo. É natural uma certa retração no início da temporada – disse Angelo Tellechea, proprietário da cabanha.
    O valor da venda do primeiro lote foi doado à Apae. Hoje, será a vez do remate Selo Racial, em Quaraí, que reúne as cabanhas Rincon del Sarandy, Corticeira, Olhos D’Água e Cia. Azul. No domingo, a GAP Genética realiza remate.

  • Polêmica identificação

    Com a missão de dar um parecer sobre a constitucionalidade do projeto de lei que tenta implementar a identificação bovina obrigatória no Estado, o deputado estadual Frederico Antunes pode dar ao governo uma resposta diferente da esperada. O relatório final só deve ser entregue na segunda-feira, mas, até o momento, o entendimento do parlamentar é o de que a proposta atual está fora do escopo legal. Ou seja, seria incompatível com a legislação federal que trata sobre a rastreabilidade.
    – Convergimos que precisamos melhorar a estrutura. Mas estamos debatendo, primeiro, a constitucionalidade do projeto – justifica o relator.
    Ontem, o deputado se reuniu com a coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé, de quem ouviu explicações técnicas sobre o assunto. E para quem fez uma sugestão: realizar um debate maior, com audiências públicas amplas, para só depois retomar o assunto na Assembleia.
    A controvérsia está justamente na obrigatoriedade da identificação.
    – Não somos contrários ao projeto, desde que se tire a obrigatoriedade – afirma o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto.
    O argumento é de que a exigência fere a legislação federal, que prevê a adesão voluntária. O contra-argumento é de que identificação e rastreabilidade são coisas técnicamente diferentes, o que tornaria a obrigatoriedade possível.
    Santa Catarina implementou a identificação por meio de decreto. Segundo o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, essa ideia já foi “bastante discutida” e se fez outra opção. Ao tentar implementar o projeto por meio de lei, a ideia é torná-lo perene, afirma:
    – Temos opinião firme. A obrigatoriedade é que garante a implementação da identificação. Hoje é voluntário, e pouca gente faz.

  • Pequenos tamanhos, grandes soluções

    De dimensões minúsculas, a nanotecnologia promete oferecer soluções inovadoras à agricultura brasileira.
    Com pesquisas em desenvolvimento, a Embrapa deve liberar ao mercado nos próximos anos produtos industriais voltados ao campo. Um deles são os sensores para avaliar a qualidade de bebidas como café, vinho, leite e água.
    – A língua eletrônica (foto) é um dispositivo capaz de identificar a presença de substâncias nas bebidas imperceptíveis no paladar humano e até mesmo em testes laboratoriais – explicou o diretor-executivo de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto.
    Palestrante na 9ª edição do Seminário Brasileiro de Marketing no Agronegócio (Agrimark), realizado ontem em Porto Alegre, o pesquisador também destacou o uso da nanotecnologia no desenvolvimento de filmes comestíveis para preservação de frutas e outros alimentos.

  • A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vem a Porto Alegre, amanhã, para o lançamento do programa que permitirá a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma das exigências do novo Código Florestal.
    O evento será na Fetag.

  • Trigo em boas condições, apesar do mau tempo

    Mesmo com a chuva, o granizo e o vento forte da semana passada, o trigo cultivado no Estado segue em boas condições de desenvolvimento. Isso mantém as projeções de colheita de 2,5 milhões de toneladas.
    Conforme o assistente técnico da Emater Ataides Jacobsen, houve registros pontuais de acamamento, granizo, e geada, de baixa intensidade:
    – Pelo menos até o momento, continuamos dentro da normalidade.

  • Segundo levantamento divulgado ontem pela Emater, mais de 80% das lavouras gaúchas de trigo estão na fase de floração e enchimento de grãos.

Fonte: Zero Hora

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