INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Leilões de arroz suspensos

    Depois da realização de dois leilões de estoques públicos de arroz, em que foram liberadas 100 mil toneladas do produto, o governo decidiu rever a estratégia de colocar à venda o grão. A decisão foi comunicada ontem pelo secretário de política agrícola, Neri Geller, ao deputado federal Luiz Carlos Heinze, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. O edital para nova oferta estava agendado para sair amanhã.
    Embora ainda não tivesse sido comunicado do fato, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz, Francisco Schardong, afirma que a suspensão atende aos pedidos dos produtores, e “é um bom negócio para o próprio governo”.
    – É mais barato conservar o preço do que precisar intervir caso fique abaixo do mínimo (R$ 25,80) – completa Schardong, também presidente da Comissão do Arroz da Farsul.
    A lembrança da safra 2010/2011, quando o valor pago pela saca chegou à casa dos R$ 18, ainda assombra os arrozeiros gaúchos.
    Quando optou por fazer a oferta dos estoques públicos, no mês passado, o governo tinha como argumento equilibrar os preços, já que a valorização do grão vinha em curva ascendente, com média na casa dos R$ 34. Geller, contudo, já havia deixado claro que a política poderia ser revista conforme resposta do mercado.
    – Como houve um recuo abaixo do preço de liberação de estoque (R$ 33,28), decidimos suspender – confirma o secretário Geller.

  • Aposta real para o Estado

    Com 15% do mercado de sementes certificadas no Mercosul, a RiceTec tem planos ambiciosos para os próximos cinco anos, quando pretende investir US$ 130 milhões, principalmente na Índia e na América do Sul.
    Parte dessa estratégia de expansão já começou com a estação experimental, em construção em Santa Maria, na Região Central (acima, imagem do projeto), onde serão aplicados US$ 8 milhões. Os primeiros ensaios devem começar a ser feitos em outubro de 2014.
    As obras trouxeram ao Estado o príncipe Constantin von Liechtenstein (foto abaixo). A família real do principado de Liechtenstein tem diversos investimentos na área de agricultura e é a dona da multinacional.
    – O Brasil é um importante player na América do Sul – afirmou Constantin.
    A RiceTec trabalha com o desenvolvimento de sementes híbridas de arroz. As pesquisas da empresa têm por objetivo ampliar a produtividade e melhorar a qualidade do grão, explica o diretor-presidente da RiceTec Mercosul, Ricardo Bendzius. Na América do Sul, a empresa, que foi criada nos Estados Unidos, tem escritórios ainda na Argentina e no Uruguai. Os investimentos da marca nos últimos cinco anos somam US$ 75 milhões.
    A estação experimental gaúcha em números:
    l Investimento de US$ 8 milhões
    l Área de 200 hectares
    l Área construída de 3,7 mil m2
    l 26 funcionários

  • Constantin Von Liechtenstein

  • Os financiamentos da agricultura empresarial no país chegaram a R$ 23,7 bi, em julho e agosto, alta de 35,5% em relação a igual período da safra anterior, quando somou R$ 17,5 bilhões, conforme o Ministério da Agricultura.

  • Pesquisa com sotaque brasileiro

    O Brasil está emprestando o conhecimento desenvolvido pela Embrapa para diferentes partes do mundo. Um dos locais em que faz pesquisas é o Corredor de Nacala, em Moçambique. O projeto, batizado de Paralelos, busca soluções para melhorar a agropecuária local.
    Em razão do conhecimento da região, a instituição tem sido procurada para dar consultoria a fabricantes de máquinas e investidores interessados em negócios no país além-mar. Completando 40 anos em 2013, a Embrapa receberá homenagem do I-Uma no 9º Agrimark Brasil, no dia 26.

  • Os Desafios Para a Produção do Leite no Estado é o tema de debate da 51ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio. O evento ocorre hoje no Sindicato Rural de Santo Augusto, e é parceria entre Casa Rural e sindicato rural.

  • Ao ler a opinião publicada ontem sobre os riscos do contrabando de produtos químicos, leitor do Informe Rural faz a provocação. Se o Brasil não permite o uso de alguns defensivos utilizados no Uruguai, por que permite a importação do arroz produzido lá, onde o produto é aplicado?

 

Fonte: Zero Hora

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