INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Está na hora de retirar a vacina?

    A provocação feita na forma de pergunta sobre a manutenção ou não da vacina que imuniza o rebanho gaúcho de 13,7 milhões de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa não tem uma resposta unânime. A discussão em torno do tema, contudo, segue acalorada, como evidenciou o debate realizado ontem na Expointer, na Casa do Médico Veterinário.
    Grandes especialistas do setor público e privado trouxeram as referências mais recentes sobre o assunto. Como o marco de 20 meses sem registro de foco da doença na América do Sul, apresentado por Sebastião Guedes, diretor de sanidade animal do Conselho Nacional de Pecuária de Corte e presidente do grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa).
    Vieram da plateia, contudo, as intervenções mais inflamadas. Como a da falta de gente para o trabalho de fiscalização: no Estado, a carência é de 277 fiscais agropecuários. Apenas parte dela será suprida com concurso já autorizado. No Brasil, a necessidade cresce para 1,1 mil fiscais federais.
    – Falta gente, falta estrutura. Não podemos olhar para Santa Catarina (que é livre da doença sem vacinação). Nosso espelho tem de ser o Uruguai e a Argentina – afirmou o produtor e médico veterinário de Caçapava do Sul Joaquim Francisco Mesquita da Costa.
    Com ou sem vacina, especialistas são unânimes em dizer que o trabalho de defesa precisa ser bem executado.
    – Ruim é usar vacina da aftosa como muleta para não fazer a vigilância. A vacina sozinha não evitará a reintrodução do vírus – observou Fernando Groff, coordenador do programa de erradicação da doença na Secretaria Estadual da Agricultura.

  • Dupla afinada

    Ela é a poderosa do agronegócio brasileiro. Ele, do gaúcho. Não por acaso, a passagem da senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, e do presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, pela Vitrine da Carne Gaúcha causou alvoroço.
    A chegada dos ilustres visitantes fez com que a demonstração de cortes fosse antecipada. Foi um corre-corre para apresentar o que o Estado tem de melhor.

  • Sem Pelé nos gramados daqui

    Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, era a grande estrela esperada para a festa preparada para hoje pela Farsul e pela CNA na Expointer. Mas um problema de saúde tirou o craque dos campos de Esteio. Conforme comunicado, a viagem do rei teve de ser suspensa por recomendação médica. Pelé estaria com bursite (inflamação) no mesmo local em que recentemente passou por cirurgia. Outra estrela anteriormente mencionada para o evento, Murilo Benício, também não virá. Os dois são garotos-propaganda do Time Agro Brasil.
    São José do Sul se tornou o primeiro município gaúcho a aderir ao Susaf-RS. Com isso, as agroindústrias locais se credenciam para vender seus produtos em todo o Estado.

  • Um museu dentro da Expointer

    A criação do Museu da Agropecuária, já cogitada anteriormente, pode sair do papel no próximo ano. A ideia teria sido bem recebida por representantes do agronegócio e também por empresas que utilizam o parque Assis Brasil, segundo o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.

  • No primeiro dia da paralisação de fiscais federais agropecuários, foram retidas no Estado

  • 395 mil, toneladas de produtos. O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários questiona as nomeações para a Secretaria de Defesa e para o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal no Ministério da Agricultura.
    Colaboraram Thiago Copetti e Vagner Benites

Fonte: Zero Hora

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