INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Um novo marco para a Cotrijal

    É em meio à Expointer que mais um capítulo da história da Cotrijal, com sede em Não-Me-Toque, no norte do Estado, começa a ser escrito. Com a confirmação do financiamento de R$ 40 milhões do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) – via protocolo entregue ontem em cerimônia com a presença do governador Tarso Genro –, a cooperativa ganha um novo marco.
    Os recursos serão utilizados para a construção de uma unidade de beneficiamento de sementes, com capacidade para receber entre 500 e 600 mil sacos por ano.
    Uma área de cem hectares, no limite com Carazinho, já está sendo preparada para receber o parque industrial da Cotrijal.
    Na estrutura. serão beneficiadas sementes de soja, trigo, cevada e aveia.
    – Queremos atingir um novo mercado, agregando mais valor – afirma o presidente da cooperativa, Nei Mânica.
    Para dar início à construção, falta apenas a liberação da licença ambiental.
    A projeção de Mânica é de que em março de 2015 as primeiras sementes comecem a ser recebidas.
    – É por meio da semente que vamos aumentar nossa produtividade. Com a unidade, vamos ter mais agricultores produzindo sementes – completa.
    Com 5,3 mil associados e 1,2 mil funcionários, a Cotrijal promete avançar ainda mais, reforçando seu exemplo não só na região, mas também em todo o Estado.

  • Elas fazem a diferença

    É com a ajuda de mulheres como Maria Inez Azevedo Velho, Clarice Bocchese da Cunha Simm, Hortência Ravache Brandão Ayub e Rosalu Queiroz que o campo tem conseguido diversificar as atividades. O grupo contou suas experiências em fórum realizado na Casa RBS pelo Canal Rural.
    Maria Inez encontrou nas florestas de pinus uma solução produtiva para áreas arenosas da Florestadora Palmares, da qual é gerente de recursos humanos. Ajudou a transformar a empresa familiar, antes baseada no arroz e na pecuária, e hoje emprega mais de mil pessoas. Na Fronteira Oeste, Hortência investiu na vitivinicultura como alternativa à tradicional agropecuária desenvolvida na região. Sua propriedade em Maçambará produz uvas para a vinícola Campos de Cima, de Itaqui. No caso de Clarice, hoje presidente da Comissão de Floricultura da Farsul, a pecuária de corte ganhou a companhia da produção de flores na cidade de Antônio Prado. Já Rosalu, proprietária da Jaguaretê, formou, há quatro anos, o Núcleo Feminino do Agronegócio, do qual é vice-presidente.
    – São 25 mulheres que se reúnem para falar de boi, pastagens e manejo, além da diversificação nas propriedades – resume.

  • Controle de sanidade ainda é baixo

    Importante para garantir o controle da sanidade de produtos de origem animal e ferramenta fundamental para adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial (Susaf-RS), o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ainda é uma realidade distante em muitos municípios gaúchos. Levantamento da Federação das Associações dos Municípios do Estado (Famurs) divulgado ontem em Esteio mostra que 32% dos 420 municípios pesquisados não têm a estrutura. Os custos para manutenção estariam entre os principais entraves. A entidade reivindica o repasse de R$ 10 mil mensais para que as prefeituras consigam aderir ao Susaf a tempo – o prazo se encerra no próximo dia 2.

  • Apesar do mau tempo, que atrapalhou os negócios, o Banco do Brasil havia recebido, até a tarde de ontem, 713 propostas de financiamento que somavam R$ 115 milhões, valor 20% maior do que no mesmo período de 2012.

  • O cavalo JLS Hermoso saiu das pistas do remate Padrillos ainda mais valorizado. Com a venda de cota de 5% por R$ 400 mil, o valor total do garanhão sobe para R$ 12 milhões, quantia histórica para a raça crioula. No total, o remate arrecadou R$ 3,2 milhões.
    Colaborou Roberto Azambuja

Fonte: Zero Hora

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