INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Tempo na contramão dos negócios

    Enquanto as grandes fabricantes de máquinas confirmam com números o crescimento das vendas neste ano – impulsionado pelo campo –, as revendas instaladas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, viram entrar água nos negócios e, literalmente, nos estandes. Ontem, 30% dos expositores na área de máquinas tiveram de ficar com portas fechadas devido aos alagamentos, que se multiplicaram.
    Com participação de mercado de 19% na América do Sul, a Agco projeta crescer mais de 28% neste ano na região, embalada pelos bons negócios no Brasil, apontou o presidente mundial da marca, Martin Richenhagen. No faturamento global, prevê alta de 10%, chegando a US$ 11 bilhões. A John Deere comemorou a produção de 100 mil tratores nas unidades gaúchas de Horizontina e Montenegro. Por enquanto, a marca mantém a projeção de expansão entre 20% e 30% na venda realizada durante a Expointer.
    Empresas prejudicadas pelo mau tempo nos primeiros três dias de feira, porém, já negociam a isenção do pagamento de aluguel pela área a ser usada no local em 2014.
    Seria uma forma de amenizar um pouco os prejuízos acumulados. O pedido feito ao Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers) já foi repassado à Secretaria da Agricultura.
    Apesar dos percalços, Claudio Bier, presidente do Simers, avalia que, se a chuva parar, será possível recuperar as vendas perdidas e chegar ao resultado recorde projetado de R$ 2,5 bilhões.
    – Se tiver tempo seco e sol, resolve. Mas se continuar chovendo, vai ficar difícil. O agricultor, por mais que queira fazer a compra, não vem para a feira se tiver tempo ruim.
    Se a meteorologia estiver certa, ainda vai dar tempo de virar o jogo.

  • Mais brasileira

    Confiante no bom desempenho das vendas (que foram recordes na América do Sul no primeiro semestre), a Agco vai “abrasileirar” mais a sua produção. A partir de setembro, as plataformas de corte Draper devem começar a ser produzidas no país, mais especificamente em Santa Rosa.
    Excelente notícia para a unidade gaúcha, que já recebeu US$ 35 milhões para a implementação de novo sistema de pintura, inaugurado em maio. Sobre novos investimentos, o presidente mundial, da Agco, Martin Richenhagen, que estreou ontem em Esteio, evitou falar em cifras:
    – Nosso foco para os próximos três anos é renovar e modernizar as colheitadeiras.
    A marca concretiza em breve outras apostas: a inauguração da unidade na Argentina, prevista para 1º de outubro, e uma joint venture na Rússia, em 27 de setembro.

  • O Banrisul assina hoje contratos com produtores e a BSBios que somam R$ 19,5 milhões em crédito. São cinco contratos com produtores de Nova Alvorada, de R$ 4,5 milhões, e um com a BSBios, de R$ 15 milhões.

  • No lançamento das aberturas oficiais do plantio e da colheita de arroz da safra 2013/2014, ontem, o
    presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, ressaltou a relevância do Estado, responsável por 65% da produção nacional do grão.

Fonte: Zero hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *