INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Imposto suspenso em todas as etapas

    Uma instrução normativa publicada ontem no Diário Oficial da União confirmou a desoneração de todas as etapas da produção da carne de frango.
    Na prática, segundo o coordenador da área tributária da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Matheus Santin, a medida suspende a cobrança de PIS/Cofins quando uma empresa faz a revenda de produtos, única etapa onde ainda era cobrado o imposto.
    – O governo quis dizer cabalmente que o benefício está estendido à toda a cadeia – afirma o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra.
    A produção de carne de frango já estava isenta de cobrança do tributo por lei de 2010, que foi atualizada em 2011.
    A venda ao consumidor foi a última a ser desonerada pelo governo, com a publicação da medida provisória da cesta básica, em março.

  • Uma conexão necessária

    Na relação campo-cidade nem tudo é o que parece. Muito se fala sobre o desinteresse e a falta de reconhecimento dos “urbanoides” em relação a temas importantes para os produtores. Uma pesquisa inédita que será apresentada com detalhes hoje, em São Paulo, durante as comemorações dos 20 anos da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), porém, mostra uma realidade um pouco diferente.
    Idealizado pela Escola Superior de Propaganda & Marketing (ESPM) de São Paulo e encomendado pela Abag ao Instituto Ipeso, o estudo ouviu 616 pessoas nas 12 cidades mais populosas do país – entre as quais Porto Alegre – com o objetivo de mostrar qual a percepção dos grandes centros urbanos sobre agronegócio brasileiro. Como contraponto, também foi feito um levantamento em Ribeirão Preto (SP).
    – A ideia era saber o que de fato passava na cabeça do cidadão – explica José Luiz Tejon Megido, professor da pós-graduação e coordenador do núcleo de agronegócio da ESPM-SP.
    O resultado mostra que a cidade dá importância ao setor e ao produtor, mas que ainda se sente distante. Dos entrevistados, 81,3% consideram o agronegócio muito importante para a economia nacional – percentual que sobe para 90,1% na Região Sul e 99% na Região Centro-Oeste.
    Também reconhece o valor do agricultor: 83,8% avaliam a profissão como “muito importante”.
    – Isso serve para desfazer a visão de que a população urbana não gosta do campo. Mas ainda que a visão seja positiva, há um desconhecimento, um distanciamento – completa Tejon.
    Melhorar o diálogo entre as duas partes surge como grande trunfo para ampliar a força do campo.

  • Menos trigo dos hermanos

    A queda na produção de trigo na Argentina em 2012 produz efeitos também em solo brasileiro. Segundo dados da consultoria Agritend, no ciclo 2012/2013, o país vizinho exportará o menor volume dos últimos 35 anos – apenas 3,3 milhões de toneladas. O volume fica abaixo da demanda brasileira – de cerca de 6,5 milhões de toneladas.
    As perspectivas de uma recuperação da produção em 2013, projetada pela Bolsa de Buenos Aires em seu relatório divulgado nesta semana, também não são positivas para o mercado brasileiro, principal consumidor do cereal argentino. Segundo a bolsa, a área cultivada com trigo deve aumentar 8,7%, dos atuais 3,6 mil hectares para 3,9 mil hectares.
    O encolhimento da área cultivada está relacionado às restrições impostas pelo governo argentino, que privilegia o consumo doméstico.

  • Abaixo-assinado de um lado, auditoria de outro na Cotrijui

    Na semana em que a Justiça concedeu liminar garantindo o depósito da safra na modalidade armazém geral nas unidades da Cotrijuí, um grupo de associados, que se denomina Terceira Via, intensificou o movimento para recolher assinaturas de um abaixo-assinado, na tentativa de convocar novas eleições na associação. A cooperativa da região noroeste do Estado enfrenta dificuldades, por ter uma dívida de cerca de R$ 500 milhões.
    – A questão da armazenagem devia estar resolvida antes de os produtores começarem a colher – salienta um dos organizadores do movimento, Antonio Carlos Libardi, 53 anos.
    Segundo o grupo, já foram recolhidas cerca de 1,5 mil assinaturas. O movimento começou com cem produtores, das unidades de Santo Augusto, Chiapeta e Ajuricaba.
    O presidente da Cotrijui, Vanderlei Fragoso, porém, questiona a legitimidade do grupo e diz que uma empresa está auditando as contas e documentos da cooperativa:
    – Em 90 dias, os auditores deverão finalizar um relatório. A partir desse resultado, vamos consolidar um plano de sustentabilidade para os próximos quatro anos.

  • Curtas

    – Agora é oficial. Com a assinatura do contrato de intercooperação, a Cooperativa Languiru, com sede em Teutônia, passa a produzir processados de carne para a Coopercentral Aurora Alimentos, de Chapecó (SC). Serão apresuntados, linguiças cozidas, salsichas e mortadelas. A Languiru projeta receita operacional bruta de R$ 840 milhões para este ano.
    – Duas fazendas gaúchas fizeram campeões durante a ExpoLondrina, no Paraná. A JMT Agropecuária, de São Gabriel, venceu em várias categorias entre as quais a de grande campeão, arrebatada pelo touro JMT Neto 9011Y9 TE. O touro Reconquista 1957 Sufoco Traveler, da Fazenda Reconquista, de Alegrete, por sua vez, sagrou-se grande campeão da raça angus.
    *Colaboraram Fernando Goettems e Vagner Benites

Fonte: Zero Hora

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