INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • O melhor ainda está por vir

    O grande impacto da produção recorde de soja na economia ainda está por ser contabilizado. Os números do primeiro trimestre do PIB gaúcho não expõem a força do grão, cuja colheita se intensifica aqui entre abril e maio. Como de costume, foi a agropecuária que ajudou os resultados gaúchos a ficarem acima dos verificados para o país no mesmo período.
    O otimismo com os números do segundo trimestre é tanto que já há quem trabalhe com a hipótese de que as perdas do agronegócio sejam zeradas ou até revertidas quando esse balanço for concluído. A taxa acumulada em quatro trimestres, em relação ao mesmo período anterior, conforme dados divulgados ontem pela Fundação de Economia e Estatística, avançou 10 pontos percentuais, de -27,6% no último trimestre de 2012 para -17,3% no primeiro trimestre de 2013.
    Ciente da força do setor, o Estado já trabalha no formato do Plano Safra estadual, complementar ao pacote do governo federal. Com previsão de lançamento para o próximo mês, as ações gaúchas centrarão forças em itens como a rastreabilidade bovina, leite e secagem e armazenagem de grãos.
    No que diz respeito à armazenagem para a agricultura empresarial, a ideia, segundo o secretário-adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, é repetir o modelo do Mais Água, Mais Renda, com o licenciamento automático. Na agricultura familiar, o foco serão os produtores de tabaco – produto de destaque no PIB do primeiro trimestre do Estado. A proposta é de que as 96 mil estufas existentes em propriedades gaúchas possam ser usadas para a secagem de grãos após o trabalho com o fumo. Aliado à irrigação, o projeto permitiria ampliar o desempenho atual médio, de 122 sacas (de milho, soja e feijão) por propriedade, para 300 sacas.
    Ações que, na prática, poderão reforçar o desempenho positivo do agronegócio frente à economia gaúcha.

  • Para garantir cada grão

    Nem mesmo os bons resultados da lavoura brasileira afastam a preocupação com o abastecimento da indústria que tem no milho um dos principais insumos. Resultado da crise vivida no ano passado, quando a seca no sul do país e nos Estados Unidos derrubou os estoques e elevou os custos de produção.
    Ontem, em encontro com representantes da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, afirmou que, neste momento, não há necessidade, mas que o governo está preparado para intervir, caso seja necessário, para garantir o grão ao setor na Região Sul.
    – A demanda do Rio Grande do Sul e do oeste catarinense é muito grande. Mas há Estados com excedente de produção, como o Mato Grosso – observa Geller.
    Atualmente reduzidos – entre 200 mil e 300 mil toneladas –, os estoques públicos do país devem ser revigorados até agosto para cerca de 4 milhões de toneladas, com contrato de opção, a termo e aquisição do governo federal (AGF).
    No Estado as 5,38 milhões de toneladas colhidas não serão suficientes para atender a demanda. Os gaúchos ainda precisarão de outras 2,5 milhões de toneladas para abastecer a agroindústria, segundo estimativa da Ubabef.

  • Mercado que faz falta

    Ainda sem solução, o embargo da Ucrânia à carne suína brasileira segue fazendo estragos nos números da exportação. Os embarques tiveram queda de 17,88% em maio, como mostra balanço da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O volume vendido somou 43,85 mil toneladas, ante 53,4 mil toneladas em maio de 2012. A receita caiu de US$ 138,38 milhões, para US$ 114,06 milhões.
    No acumulado do ano, a restrição imposta em março teve impacto de 53% sobre as vendas. Presidente da entidade, o gaúcho Rui Vargas afirmou que há expectativa de solução para o problema. Uma missão ucraniana esteve no Brasil em abril.

  • AGORA É oficial. Foi protocolado ontem o projeto de lei do deputado Ernani Polo (PP) que cria o passaporte equestre no Estado. A ideia é facilitar o trânsito desses animais.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *