INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Correndo atrás do prejuízo do leite

    Enquanto a Justiça segue com os desdobramentos da operação Leite Compen$sado com descobertas que não param de surpreender e preocupar , o governo oferece novo aperto na fiscalização como contrapartida. Com a portaria que implementa a Instrução Normativa 62 no Estado já em vigor, o próximo passo será reforçar a vigilância com uma segunda portaria. Com a minuta pronta, a nova regra focará na coleta de leite e deve ser publicada na próxima semana, podendo ter procedimentos mais rigorosos dos já previstos na normativa federal, como explica o secretário em exercício da Agricultura, Claudio Fioreze.
    Produtores, volume, tipo de resfriamento, rotas e transportadores terão de estar cadastrados pelas indústrias que são submetidas à fiscalização estadual – 68 estabelecimentos no total. Os motoristas dos caminhões leiteiros também terão de ser submetidos a treinamentos.
    – A indústria precisará ter o controle total das transportadoras – reforça Fioreze.
    Outras ações anunciadas durante a Expoleite/Fenasul estão a meio caminho. O concurso público com 130 vagas (120 para fiscais agropecuários e 10 para técnicos) já está autorizado, mas ainda estão sendo feitos ajustes no edital. O prazo máximo projetado para a seleção é agosto.
    – Essas vagas são suficientes para os principais gargalos. Como estabelecimentos que hoje são fiscalizados por técnicos cedidos pelos municípios – explica o secretário em exercício.
    O Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Estado (Fundoleite) e o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Prodeleite), que não são exatamente projetos novos mas entraram no pacote de medidas pós-fraude, serão encaminhados para a Assembleia. O primeiro chega hoje à Casa Civil. O segundo teve reparos finalizados ontem.
    Com as brechas no controle do leite já tão escancaradas, aparar as arestas na fiscalização é questão de honra para recuperar a confiança na qualidade do produto ofertado aos consumidores.

  • Tranqueira na safra

    Foi em São Paulo, mas as imagens da rodovia Anchieta parada impressionam. A tranqueira veio como efeito de decisão da prefeitura de Cubatão que havia alterado o horário de funcionamento dos pátios de caminhões de carga na cidade. A fila ultrapassou 20 quilômetros.
    A restrição pegou motoristas de surpresa e acabou provocando o congestionamento – a rodovia Cônego Domenico Rangoni (foto acima), que passa pela cidade, é uma das principais vias de acesso ao porto de Santos.
    Com o caos provocado, o decreto acabou sendo suspenso. Na nota em que justificava a mudança, a prefeita argumentava que o município sofre constates prejuízos com os problemas logísticos nos períodos de safra.
    “As pessoas não têm como se locomover para o trabalho, a indústria não tem como escoar a produção e os caminhões parados nas estradas com o motor ligado provocam poluição atmosférica, sem mencionar os assaltos nos congestionamentos”, acrescentou na nota a prefeita Marcia Rosa.

  • Expansão da Agco em três tempos

    Não é apenas no prédio de 7,5 mil metros quadrados inaugurado ontem na unidade de Santa Rosa que a Agco evidencia o crescimento. Com a colheita farta de grãos no país, a meta de avançar no mercado de colheitadeiras com as marcas Massey Ferguson e Valtra, saindo da fatia atual de 17% para 25% até 2016, fica cada vez mais próxima. Vice-presidente sênior e gerente-geral da empresa para a América do Sul, André Carioba enfatizou o papel da taxa de juro reduzida para a indústria.
    1 – A vez das grandonas: com as novas instalações, a capacidade anual de produção de Santa Rosa chega em 2,5 mil máquinas – cerca de 200 por mês. No próximo ano, a marca apostará nos modelos maiores.
    2 – Quadrimestre de alta: depois de um 2012 de dificuldades por conta da seca que arrasou lavouras do Estado – e da Argentina –, os primeiros quatro meses deste ano registram alta de 25% na produção e vendas.
    3 – Papel dos financiamentos: além da produção e da valorização das commodities, os juros reduzidos do PSI, atualmente em 3%, também ajudaram a indústria. A taxa mais baixa “incentiva a aquisição do produtor”.

  • O volume de soja embarcada em Rio Grande chegou ontem próximo a 3 milhões de toneladas. O porto já recebeu cerca de 3,5 milhões de toneladas, segundo dados da superintendência.

  • PARA DAR mais força à produção e à indústria de suínos no Estado, a Assembleia gaúcha instala hoje a Frente Parlamentar de Apoio à Suinocultura.

  • Para derrubar embargos

    Com a confirmação da manutenção do status sanitário como de risco insignificante para a vaca louca, o Brasil reforça o argumento para o fim dos embargos à carne bovina. Com a decisão, tomada na Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o governo espera normalizar o comércio. O anúncio confirma parecer técnico da OIE, que, em fevereiro, concluiu que o caso identificado no Paraná em 2010 e tornado público em 2012, não representou risco à saúde pública e animal.

Fonte: Zero Hora

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