INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Hora da verdade para o código

    Com a publicação do decreto que regulamenta o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esperada para amanhã , o novo Código Florestal brasileiro entra em uma fase diferente. Começará o grande desafio de mapear produtores e propriedades, de todos os tamanhos, no país inteiro. As informações declaradas poderão ser acompanhadas com a ajuda de imagens de satélites.
    É por meio desse grande banco de dados que o governo conseguirá ter um controle do cumprimento das novas regras, como ressalta o especialista em direito ambiental Gustavo Trindade:
    – A aplicação de fato do novo código é vinculada ao cadastro.
    O prazo para que produtores façam o registro é de um ano, prorrogável por mais um. Será um período de muito trabalho. Só no Rio Grande do Sul são, segundo dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (que ficará responsável pelo cadastro), 441 mil propriedades.
    As definições acerca de como vai funcionar o sistema sairão um ano depois da sanção da presidente Dilma Rousseff. Foi em 25 de maio de 2012 que ela deu sua avaliação sobre o texto aprovado na Câmara e no Senado – com 12 vetos e mudanças em 32 pontos. De lá para cá, o código novo já estava valendo, mas as regras de funcionamento do seu principal instrumento, o CAR, não.
    A polêmica, presença constante durante o longo debate sobre a mudança na legislação, segue sendo um ingrediente. Na sexta-feira, o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), da Frente Parlamentar da Agropecuária, afirmou que o grupo irá apresentar decreto legislativo no Congresso se forem mantidas na regulamentação exigências como o Plano de Recuperação de Área Alterada ou Degradada (Prada) e o Comprovante de Regularidade Ambiental (Cram).
    Questionamentos à parte, caberá ao produtor buscar apoio para ficar preparado. A lei enfrentará, agora, o grande teste da vida real.

  • Retomada de investimentos

    A safra de verão marcou a retomada dos investimentos para os agricultores da região central do Estado. Depois de um desastroso 2011/2012, o ciclo atual produziu bons resultados – ainda que a expectativa fosse mais audaciosa para a soja e o arroz. A área plantada cresceu, assim como o preço dos grãos e a produtividade: 6% a mais no arroz e 103% na soja.
    Nas lavouras de soja de Cruz Alta, segundo maior produtor do Estado, com 90 mil hectares plantados, a produtividade foi quase 12% maior do que a média histórica da região. Os produtores colheram cerca de 2.760 quilos por hectare, resultado atribuído ao avanço tecnológico e melhorias de manejo.
    – Quem plantou tarde teve perdas devido ao excesso de chuva de janeiro, que deixou as plantas mais expostas a doenças – explica Mário Oneide Ribeiro, agrônomo da Emater de Santa Maria.
    O investimento em aumentar a área plantada é compensado pelo preço de venda. Quem se adiantou e negociou parte do produto na época do plantio conseguiu preços na casa dos R$ 70.

  • Show na pista da Catanduva

    Foi em grande estilo a troca de comando da Catanduva. A 6ª edição do Red Concert selou a saída de Fábio Gomes, que repassou o controle dos negócios para a filha Fabiana. As compras foram realizadas ao som de tenores do Teatro Colón, de Buenos Aires. A venda de 28 bovinos angus garantiu faturamento de R$ 601,44 mil, e média de R$ 21,48 mil por animal. Em 2012, a cifra chegou aos R$ 640,8 mil, com média, porém, inferior: cerca de R$ 19 mil. Confira galeria de imagens do evento em zhora.co/catanduva.

  • Mérito do campo para Mendes Ribeiro Filho

    O tom da emoção na cerimônia de posse da diretoria da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), na sexta-feira, ficou por conta da homenagem a Mendes Ribeiro Filho. O ex-ministro da Agricultura recebeu a medalha mérito agropecuário e foi muito celebrado, pelo exemplo de força e pelas conquistas obtidas no cargo. Caso da renegociação das dívidas e das medidas que valorizaram o preço do arroz, lembradas por Caio Rocha, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, que representou o ministro Antônio Andrade.

  • Mérito do campo para Mendes Ribeiro Filho

    No sexto mandato como presidente da Farsul, Carlos Sperotto ressaltou, na posse, as diferenças entre os resultados da safra passada e a atual. E cobrou segurança no campo, em especial com relação ao abigeato
    Colaboraram Juliana Gelatti e Vagner Benites

Fonte: Zero Hora

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