INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Ganhos também para o produtor

    Foi no Plano Safra de 2010/2011 que a ideia de conceder crédito para a agricultura de baixo carbono se concretizou no país. De lá para cá, o volume de recursos liberados pelo Programa ABC cresceu de R$ 5,9 milhões, no primeiro ciclo, para R$ 2,3 bilhões em 2012/2013, considerando contratos fechados até março. E embora a diferença seja grande, uma pesquisa recente e inédita feito pelo Centro de Estudo de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (GVAgro) mostrou que, no ritmo atual de contratação, o Brasil teria dificuldades de cumprir a meta traçada pelo Plano ABC (Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas Visando à Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura). A preocupação é com o crédito contratado para a recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária.
    – Nossa grande preocupação é com a baixa capilaridade do programa. Essas tecnologias aumentam a produtividade e a rentabilidade. É essa informação que não chega ao produtor – avalia Angelo Costa Gurgel, coordenador do mestrado profissional em agronegócio da FGV.
    Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa e autor do estudo, reforça o coro:
    – Precisamos chegar a 78 mil contratos até 2020, somente no item recuperação de pastagens. Só assim conseguiremos cumprir o acordo.
    Para monitorar as ações do plano – a agricultura seria responsável por 29% da emissão de gases de efeito estufa no país –, o grupo criou o Observatório da Agricultura de Baixo Carbono (www.observatorioabc.com.br).
    Um dos primeiros a usar o financiamento do Programa ABC no Estado, o 1º vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, tem um projeto de integração lavoura-pecuária-floresta. O financiamento permitiu incremento na produção de pasto e na agricultura.
    – Nossa preocupação é ter mais eficiência por hectare e cuidados com o ambiente. O futuro é a verticalização da produtividade – aposta.

  • Catanduva vai virar orgânico

    Não é só no comando que a Catanduva, tradicional criatório da raça angus, terá mudanças. Já apostando no cultivo de soja – são 500 hectares em Cachoeira do Sul –, a cabanha investirá nos hortigranjeiros orgânicos. As estufas para a produção serão implantadas em Glorinha (foto acima), para onde a sede está sendo transferida.
    – Vejo nisso uma tendência internacional – avalia Fábio Gomes, que passará o bastão para a filha Fabiana.
    A veterinária e advogada que já vinha assumindo os negócios tem no planejamento uma das principais estratégias de gestão.
    Na sexta-feira, a cabanha marca outra virada: o 6º Red Concert será o último no estilo leilão e arte. Para a despedida, a Catanduva colocará na pista do Centro de Eventos Casa do Gaúcho 41 exemplares.

  • Energia a partir de resíduos

    Foi dada a largada para a construção da Estação de Manejo e Transbordo dos Resíduos da Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa). Esta etapa exigirá R$ 320 mil e é a primeira de um projeto que prevê a instalação de uma usina de biogás. A estação terá investimento total de R$ 600 mil e deve entrar em operação ainda neste ano.
    A ideia futura é transformar os resíduos orgânicos em energia. Conforme Paulino Donatti, presidente da Ceasa, com o biodigestor será possível produzir 35% do volume de energia utilizado, gerando economia, nos momentos de pico, de quase 50% no custo.

  • A Rússia suspendeu a compra de carne bovina de uma unidade da Marfrig e de outra da Minerva localizadas em Goiás.
    A bactéria listeria teria sido encontrada em lotes importados.

  • Em encontro com o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, o presidente da Ubabef, Francisco Turra, recebeu uma boa notícia. O Plano Safra deve incluir crédito de R$ 400 milhões para a modernização de aviários.

  • A Safras & Mercado reduziu a estimativa de produção de soja no país para 82,34 milhões de toneladas . A redução se deve, segundo Flávio França Júnior, aos ajustes nas estimativas de produtividade.

Fonte: Zero Hora

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