INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Do que o pequeno precisa

    Antes do anúncio oficial, que deve ocorrer no próximo dia 6, o Plano Safra da Agricultura Familiar já desenha algumas tendências para o ciclo 2013/2014. A primeira é o reforço no caixa do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
    Sozinho, o programa voltado a agricultores com renda bruta de até R$ 160 mil ao ano terá R$ 22 bilhões em crédito – quase o total liberado para o Plano Safra no ano passado, R$ 22,3 bilhões, dos quais o Estado acessou mais de R$ 3 bilhões. Se comparado ao ciclo 2003/2004, a ampliação dos recursos do Pronaf é ainda maior: 425%.
    Presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado (Fetag), Elton Weber diz que o crédito não é hoje o maior problema dos pequenos produtores. Assistência técnica e garantia de renda são necessidades importantes das 378 mil propriedades familiares gaúchas.
    Por isso, a criação de uma agência nacional de extensão rural, outra das apostas do plano a ser anunciado, é bem-vinda. Com a ressalva de que saia do papel:
    – Tem de ser colocada em prática. Seja por meio dos órgãos oficiais, como a Emater, ou por meio de outras iniciativas que trabalham com a extensão rural.
    A preocupação com a garantia de renda por meio do seguro agrícola, do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar e dos preços mínimos também precisa estar contemplada. Afinal, “não adianta produzir uma boa safra e não ter preço”, pontua Weber.
    Essas e outras preocupações do pequeno produtor estão na pauta do 19º Grito da Terra Brasil, que será realizado hoje e amanhã em Brasília. Enquanto o governo fecha os cálculos do Plano Safra da Agricultura Familiar, os produtores fazem a sua matemática: pedem R$ 30 bilhões para o crédito rural e R$ 12 bilhões para programas. Agora é esperar para ver como fica o resultado desta conta.

  • Azedinho bom da temporada

    Está aberta a temporada de citros (laranja, bergamota e limão) no Estado. Já em andamento com as variedades mais precoces, a colheita tem sua cerimônia de abertura oficial marcada para hoje, na propriedade de Erni Pilger, em Costa da Serra, Montenegro.
    Neste ano, a produção estadual deve ficar em 429,66 mil toneladas, com destaque para a laranja, que responderá por 273, 63 mil toneladas. Depois de um 2012 de dificuldades, em que a geada provocou queda de 50% na citricultura no Vale do Caí, as frutas deste ano tiveram o clima como aliado.
    – Serão de excelente qualidade. O verão de chuva regular e bem distribuída beneficiou as frutas – explica Derli Paulo Bonine, assistente técnico em fruticultura da Emater-RS.
    As noites frias de outono, com dias mais amenos, também contribuem para bons resultados nos citros. Maior no início da safra, o preço – para o produtor e para o consumidor – tende a baixar com o avanço da colheita.

  • Novos preços mínimos em vigor

    Foram divulgados no Diário Oficial da União de ontem os valores dos preços mínimos para as culturas de inverno da safra 2013/2014. A saca de 60 quilos do trigo, principal aposta do Estado para a estação do frio, ficou com preço mínimo de R$ 31,86 (tipo 1, pão).
    Confira na tabela abaixo demais valores definidos para as culturas na Região Sul do país:
    Trigo básico R$ 21,24
    Trigo doméstico R$ 26,52
    Trigo melhorador R$ 33,36
    Aveia tipo 1 R$ 16,02
    Canola R$ 31,86
    Cevada R$ 22,68
    Girassol R$ 30,60

  • O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado realiza no próximo dia 28 mais uma edição do Seminário de Responsabilidade Técnica, com foco na inspeção sanitária. O evento, voltado a veterinários, será realizado na Câmara Municipal de Estrela.

  • Ainda barrados pelos ucranianos

    Por enquanto, o sinal verde dos ucranianos para a retomada das compras de carne suína brasileira não veio. A indústria, porém, mantém o otimismo. O diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), Rogério Kerber, estima que o fim do embargo possa sair ainda nesta semana.
    Enquanto isso, as exportações de carne suína do Brasil registraram queda de 25,38% no mês passado na comparação com igual mês do ano anterior, passando de 47,73 mil toneladas em abril de 2012 para 35,62 mil toneladas. A receita caiu 20,86%, somando US$ 99,09 milhões, ante US$ 125,21 milhões de abril de 2012.
    Colaborou Vagner Benites

Fonte: Zero Hora

Compartilhe!