INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN*

 

  • A cereja do bolo ficou para a festa

    Cobrado para oferecer uma resposta diante da crise causada pela fraude no leite, o governo estadual agora desenha um plano de ação para que a confiança no setor seja restabelecida. Uma das principais, que prevê a contratação emergencial de pessoas para o serviço de inspeção e a realização de concurso público para a defesa sanitária serão anunciadas pelo governador Tarso Genro durante a abertura oficial da 36ª Expoleite e 9ª Fenasul. O que vinha sendo alinhavado pela Secretaria Estadual da Agricultura para a seleção eram 335 vagas, sendo 110 específicas para a inspeção.
    Ontem, durante cerca de duas horas, representantes do setor – Sindicato da Indústria de Laticínios e Derivados do Estado, cooperativas, Ocergs, Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, além de outras secretarias, como a da Fazenda – debateram à exaustão cinco medidas propostas para contornar os problemas. Foi uma reunião extraordinária da Câmara Setorial do Leite.
    Três têm consenso. Entram nesta lista:
    1) a adoção da Instrução Normativa 62 por meio de portaria da Secretaria da Agricultura.
    2) a ampliação de créditos fiscais para os produtores que aderirem ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) – por meio de acordo com a Secretaria da Fazenda.
    3) O reforço na defesa sanitária, cujos números finais são guardados a sete chaves e serão anunciados pelo governador.
    Mas há ainda outros dois pontos que precisam ser ajustados, segundo o secretário-adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, e cujos detalhes também não são abertos. Neste caso, as negociações serão conduzidas, a partir de hoje, de forma bilateral.
    A forma não importa. O urgente mesmo é garantir que todos os planos saiam do papel. Sob pena de a confiança perdida não ser retomada, o que seria uma grande perda para o setor, que nesta semana centrará forças em Esteio durante a exposição. Que venham de lá as boas – e necessárias – notícias.

  • Os primeiros entram na pista

    Com estreia marcada para quarta-feira, quando se inicia a 36ª Expoleite e a 9ª Fenasul, as estrelas do evento começaram a desembarcar ontem no Parque de Exposições Assis Brasil. Até o início da noite, 140 exemplares das raças holandesa e jersey já haviam chegado a Esteio. Os portões foram abertos antes do horário previsto.
    – Fizemos isso em nome do bem-estar animal – explica o coordenador da defesa sanitária da feira, Wylner Ribeiro.
    Primeira a ser recebida no parque, a Cabanha Infinity, de Sede Nova, noroeste do Estado, participa com exemplares da raça holandesa.
    A Cabanha da Maya, de Bagé, também chegou cedo. O tratador Urbano Fell (foto) puxou a turma de ontem: dois exemplares da raça holandesa e 12 da jersey. Neste ano a exposição teve um total de 1.990 animais inscritos – alta de 9,64% em relação a 2012 mesmo sem a participação dos ovinos pela coincidênca de data com a 25ª Fenovinos, em Júlio de Castilhos.

  • Polêmica sobre os agrotóxicos

    Depois do barulho que acabou retirando da pauta a proposta de lei que tratava sobre mudanças na venda de agrotóxicos no Estado, um outro projeto de lei ganha a marca da polêmica antes mesmo de chegar ao plenário.
    Com votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia prevista para hoje, o projeto do deputado Gilmar Sossella (PDT) teve o apoio de outros 32 parlamentares. Mas incomodou os integrantes do movimento Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Por meio das redes sociais, o grupo articulou uma mobilização para hoje.
    Um dos pontos polêmicos que está causando polêmica é o que envolve a distância mínima dos depósitos de agrotóxicos das residências, hoje estipulado em 30 metros. Caso seja aprovado na CCJ, o projeto ainda deve passar por outras três comissões antes de ser avaliado pelo plenário da Assembleia.

  • A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou decisão favorável à Monsanto e contrária a um agricultor do Estado de Indiana, acusado de violar a patente da empresa para produzir sementes. O entendimento da corte máxima americana foi de que a propriedade intelectual impede o “agricultor de reproduzir sementes já patenteadas para plantá-las e colhê-las sem permissão”.
    *Colaboraram Vagner Benites e Thiago Copetti

Fonte: Zero Hora

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