INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Especulação chinesa atracada no porto gaúcho

    Com uma fome que consumiu mais de 63 milhões de toneladas de soja do mercado externo em 2013, a China desempenha papel decisivo nas exportações do grão brasileiras e mundiais. Para o bem e para o mal. É por isso que a notícia ou meras especulações sobre a possível suspensão de compra da Shandong Sunrise Group responsável por 12% das importações chinesas vem mexendo com o mercado nas últimas semanas.
    E a onda de preocupação não só chegou ao porto de Rio Grande como alterou a rotina. Com a máxima de que a prevenção é o melhor remédio, a superintendência do porto se mobiliza na busca de alternativas de espaço para guardar o grão. Há negociações com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e até mesmo com armazéns privados.
    – Estamos preparados para enfrentar o pior – assegura Dirceu Lopes, diretor-superintendente do porto de Rio Grande.
    Na última semana, para evitar prejuízos, 12 embarcações com risco de cancelamento foram colocadas no fim da fila.
    Como até a última sexta-feira quatro desses navios haviam atracado, o porto ganhou um fôlego de pelo menos mais um mês, segundo Lopes. A preocupação em garantir espaço vem do volume de soja que ainda precisa chegar a Rio Grande – mais de 7 milhões de toneladas. Como a capacidade de estocagem dentro do porto é de 1,6 milhão de toneladas, há necessidade de pensar em alternativas.
    O efeito chinês é um elemento a ser considerado, sobretudo considerando alguns precedentes. Em 2004, quando a commodity se valorizava, a China devolveu soja brasileira.
    A alegação era de que o produto estava contaminado com fungicida. O problema acabou derrubando os preços no mercado.
    – O chinês é comerciante milenar. Poderemos ter surpresas. Portanto, precisamos ter cautela – pondera Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

  • A caminho dos R$ 3 bilhões

    Referência no lançamento de novidades tecnológicas para o agronegócio no país, a 21ª Agrishow (foto) começa hoje, em Ribeirão Preto (SP), com a perspectiva de crescer pelo menos 15% em faturamento. No ano passado, os negócios – entram na conta apenas os que são efetivamente fechados na feira – somaram R$ 2,6 bilhões.
    – Sempre declaro que se está caminhando agora para os R$ 3 bilhões – diz Maurílio Biagi Filho, presidente da feira.
    O otimismo das projeções vem dos recordes que estão sendo batidos pelo agronegócio brasileiro – apesar das condições climáticas ruins, como a seca que causou prejuízos em São Paulo. Mais uma vez, as principais vendas devem ser de tratores e colheitadeiras. No ano passado, além desses itens tradicionais, outra sensação foi a armazenagem.
    Neste ano, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) adquiriu 10% de participação na feira – a fatia majoritária, de 60% segue com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A ideia, segundo Biagi Filho, é continuar apostando em novas parcerias e já existem possibilidades sendo estudadas:
    – Estamos completamente abertos.

  • Com 800 expositores espalhados em uma área de 440 mil metros quadrados – 235 mil metros quadrados dos quais de área construída – a Agrishow também é espaço para se fazer política. Convidada para o evento, a presidente Dilma Rousseff será representada pelo ministro da Agricultura, Neri Geller.

  • Sensação de déjà vu no caso da vaca louca de Mato Grosso

    Todo cuidado é pouco quando se trata da suspeita identificada em Mato Grosso de caso de encefalopatia espongiforme bovina, doença popularmente conhecida como mal da vaca louca. Material coletado foi enviado ao laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal, na Inglaterra. Antes do resultado, contudo, autoridades brasileiras ressaltam que o caso é não clássico, ou seja, a doença foi contraída em decorrência da idade – o animal em questão tinha 12 anos –, e não por contaminação.
    A preocupação é evitar que se repita a situação vivida em 2012. Na época, a confirmação de caso não clássico registrado em 2010 no Paraná provocou sanções ao produto brasileiro.
    E apesar do status brasileiro de risco insignificante da doença, mais de 10 países embargaram a carne bovina.

  • As provas do Crioulaço exigiram muita resistência dos competidores. Na categoria Laço de Dupla, depois de seis horas de disputa, o resultado teve de ser definido por sorteio. Leandro Reis e José Fernando, de São Francisco de Paula, levaram o título. A competição, organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, foi realizada no parque Assis Brasil, em Esteio.

  • Mais simples para os pequenos

    A proposta de simplificar o processo de licenciamento ambiental da silvicultura para pequenos produtores, já em elaboração pela Fepam, vem sendo bem recebida por entidades de peso do Estado, como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Mais do que isso, é um dos pontos de convergência do diálogo aberto para tratar do tema, como observa o presidente da Fepam, Nilvo Silva:
    – Há um consenso de que é preciso simplificar o processo para os pequenos.
    As linhas gerais já estão definidas pela Fepam, que abriu espaço para debater o assunto. A expectativa de Nilvo é de que em algumas semanas a licença possa estar concluída.

  • A safra brasileira de milho do ciclo 2013/2014 deverá encolher. Números da Safras & Mercado projetam colheita de
    73,88 milhões de toneladas, volume inferior às 82,06 milhões de toneladas produzidas no ciclo anterior.

  • Fora da conta da supersafra

    A aposta nos ganhos de uma segunda safra de soja, a chamada safrinha, segue avançando nos campos gaúchos.
    Em geral, essa produção é feita em áreas antes ocupadas com milho, explica o engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, da Emater. São produtores que plantam milho no cedo – em geral em julho – e depois da colheita, em meados de dezembro, semeiam uma segunda safra, com soja.
    Não existe levantamento oficial do tamanho da área cultivada – e do volume da produção – com a safrinha de soja, mas está concentrada na região noroeste do Estado, segundo Rugeri.
    Um dos efeitos da safrinha aparece nos valores cobrados pelos arrendamentos de terra. Os preços ficam mais salgados nos locais em que há possibilidade de duas safras.

Fonte: Zero Hora

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