INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN*

 

  • Quem pode e quem deve cuidar do leite

    Assim como os primeiros animais que começam a chegar hoje a Esteio para a 36ª Expoleite e a 9ª Fenasul, a polêmica da fraude no leite também deve desembarcar no Parque de Exposições Assis Brasil durante a feira. O tema certamente circulará pelos pavilhões, como já se evidenciou no lançamento oficial, na semana passada.
    Empenhados em atrair o público urbano, como ressaltou o presidente da Gadolando, Marcos Tang, os produtores terão a oportunidade de mostrar que fazem a sua parte na hora de garantir a qualidade e a segurança do alimento. Encurtar a distância até o consumidor é sempre um ganho.
    – Se uma criança do bairro Partenon, de Porto Alegre, pudesse ver de perto uma vaca produzindo, certamente teria um comportamento diferente. Na cidade, há quem pense que o leite vem da caixinha – observa Sergio Schneider, professor de Sociologia da Alimentação da UFRGS e presidente da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober).
    Com 20 anos de experiência, Schneider defende a tese de que a cadeia do leite ficou muito ampla, tornando a produção “artificial”. A perda de conexão entre indústria e produtor traria um risco muito grande. Não por acaso, o modelo das cooperativas, em que há um empenho coletivo pelos bons resultados, é citado como modelo.
    A tese é corroborada pelo superintendente da Cosulati, Raul Amaral. A cooperativa atende 38 municípios do extremo sul do Estado e tem uma média de 450 mil litros de leite/dia. Os transportadores são terceirizados, mas fazem dois treinamentos anuais de reciclagem.
    – Há um maior comprometimento porque o produto final é dos associados. Existe uma estrutura montada por eles – diz Amaral.
    Mas a grande provocação do professor Schneider está na regulação. Ou melhor, na ausência dela. Energia, comunicação, aviação, todos têm órgãos reguladores. Os alimentos, não.
    – As instituições fiscalizam etapas diferentes. Cada uma age de forma separada – argumenta.
    Um bom debate, para quem produz e para quem consome.

  • A próxima etapa será em Rio Grande

    Após o encerramento da terceira classificatória do Freio de Ouro 2013, no Parque de Exposições da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ontem, se intensificará a realização das semifinais da competição. A próxima classificatória ocorre entre 17 e 19 de maio, em Rio Grande. De 23 a 25, será realizada a última etapa internacional, em Montevidéu – a primeira foi em março, na Argentina.
    Ontem, entre as fêmeas, a vencedora foi Tinideira do Purunã, montada pelo ginete Antonieto Rosa. Nos machos, Campana Rumo Certo, do ginete Raul Lima (foto) foi o vencedor e também ginete destaque. Além do título entre os machos, Lima classificou para a decisão outros dois animais (Campana Reboliço e Nevasca da Boa Vista). A final do Freio de Ouro 2013 está marcada para 25 de agosto, na Expointer.

  • Pé no freio nas novas regras para tratores

    O emplacamento de tratores, um pontos da resolução 429/2012 do Denatran, será tema do encontro que representantes da Fetag-RS têm marcado para hoje com o diretor-presidente do Detran, Leonardo Zinn. O grupo quer mais tempo para a adaptação às mudanças.
    – Não somos contra, mas entendemos que, do jeito como está, não tem aplicabilidade. Queremos que seja suspensa temporariamente essa exigência – explica Elton Weber, presidente da Fetag.
    Zinn ressalta a importância das novas regras para a segurança, mas diz que o Detran é receptivo à ampliação do prazo, que é 1º de junho.

  • Gestor de marketing e serviços da Cooplantio, Dirceu Gassen será palestrante do 1º Seminário Ciência, Tecnologia e Comunicação: Os Desafios na Agro Sociedade, em São Paulo, amanhã.
    *Colaboraram Thiago Copetti e Vagner Benites

Fonte: Zero Hora

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