INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Para dar força ao meio rural

    Quem acompanha a realidade de agricultores e pecuaristas no interior do Estado sabe que as falhas na distribuição da energia elétrica são um entrave ao avanço da produção. Resfriadores de leite que, acionados, derrubam o fornecimento da residência e bombas para irrigação de lavouras que deixam de funcionar pela interrupção do abastecimento são só alguns exemplos.
    Na tentativa de melhorar a qualidade da energia no meio rural, uma força-tarefa envolvendo CEEE e as secretarias da Agricultura e da Infraestrutura será anunciada amanhã pelo governador Tarso Genro, em São Lourenço do Sul.
    O movimento – batizado de Programa Reforço da Energia no Campo – promete dar mais celeridade a dois contratos já firmados com a Eletrobras, que somam mais de R$ 100 milhões e vinham sendo implantados lentamente, como pontua o diretor de distribuição da CEEE, Guilherme Barbosa.
    São duas ações paralelas. A primeira focará nas redes de distribuição, com a troca de cabos, de postes e a melhora na operação do sistema – leia-se reguladores automáticos. A segunda centrará forças na construção de subestações e linhas de transmissão.
    Na Metade Sul, duas subestações já foram inclusive licitadas e outras duas estão em processo. Também há uma subestação prevista para o Litoral. Como demandam mais tempo, a projeção é de que esses projetos sejam concluídos até 2016.
    – Depois que houve o avanço com o Luz Para Todos, a reivindicação agora é energia para a produção – avalia Barbosa.
    Um dos setores que mais sofreu nesta safra com os problemas na distribuição de energia foi o da produção de arroz. A queda no fornecimento impediu o funcionamento dos equipamentos de irrigação – 100% das lavouras de arroz são irrigadas. O impacto aparece na alta dos custos de produção, observa o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles. Ele avalia como positiva a força-tarefa, mas pondera:
    – Esperamos que se faça uma reforma consistente nas redes alimentadoras ainda neste ano. O que a gente não quer é uma nova crise. Porque esse ano foi de crise.

  • Hora de acertar o tom

    Está tudo pronto para o lançamento da 37ª Expoleite e 10ª Fenasul, hoje, no Palácio Piratini. Nos corredores da organização do evento, contudo, um ruído sobre a viabilidade financeira da execução persiste, apesar das garantias dadas pela Secretaria de Agricultura.
    Pouco antes da cerimônia, o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando), Marcos Tang, tem reunião com o governador Tarso Genro. Um dos assuntos seria a verba necessária para a feira, que ocorre entre os dias 14 e 18 do próximo mês no parque Assis Brasil, em Esteio. O dirigente da entidade não foi localizado ontem para comentar o assunto.
    Claudio Fioreze, secretário de Agricultura, diz que “todo recurso necessário está garantido”. E especifica a matemática do evento. O Banrisul fica responsável pela publicidade, na casa dos R$ 50 mil. O BRDE entra com R$ 40 mil. Há ainda quantias do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado, do Sindicato e Organização das Cooperativas do RS e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que juntas somariam no mínimo mais R$ 88,5 mil. O custo para manutenção da estrutura básica, de R$ 127 mil, é da Agricultura.
    – Estamos fazendo uma feira maior do que as anteriores, com novidades – afirma João Milton Cunha, coordenador da Câmara Setorial do Leite e integrante da comissão executiva da feira.
    No ano passado, a ausência do Banrisul, tradicional patrocinador, trouxe apreensão e ameaçou o evento. Mas os recursos vieram e a feira saiu.

  • Convênio perto da assinatura

    Ferramenta fundamental para que os recursos do Fundo Estadual do Leite possam ser repassados ao Instituto Gaúcho do Leite (IGL), o convênio com a Secretaria da Agricultura deve sair em maio. A parte burocrática está em andamento e deve ser concluída em duas semanas.
    O fundo, que é público, será formado com recursos de contribuições da indústria e do Estado. O convênio permitirá o repasse dos valores para o desenvolvimento das ações a serem executadas pela entidade, que é privada.
    O IGL tem assembleia no dia 30, quando serão apresentadas ações já em execução.

  • Interior renovado no primeiro semestre

    Reunião hoje entre as secretarias da Agricultura e da Fazenda pode fazer andar o projeto de revitalização dos parques do interior do Estado. No total, são R$ 45 milhões – R$ 37,5 milhões de recursos do BNDES, mais 20% de contrapartida das instituições beneficiadas – para 170 parques.
    Por enquanto, estão assegurados R$ 15 milhões – mais o valor da alienação de área da Fepagro. É suficiente para a execução dos 70 projetos apresentados até agora, segundo o secretário da Agricultura, Claudio Fioreze, que acrescenta:
    – Queremos que essas propostas saiam até o final de junho.
    Um pouco abaixo do percentual para esta época, a colheita de arroz no Estado chegou a
    83%
    da área plantada, segundo dados da Emater, com outros 17% já maduros para colher. A média histórica do período é 90%.

Fonte: Zero Hora

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