INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Consenso na marra e garantia de programa

    Rendeu tanto a polêmica sobre a licença de operação do programa Mais Água, Mais Renda, que o governador Tarso Genro deu prazo, até a sexta-feira da próxima semana, para que os titulares das pastas da Agricultura, do Meio Ambiente e o presidente da Fepam cheguem a um consenso sobre o assunto.
    Nesta data, deverão apresentar uma definição sobre ajustes a serem feitos no documento hoje em vigor. Se algum ponto seguir sem entendimento, caberá a Tarso assumir o papel de fiel da balança.
    Até lá, Luiz Fernando Mainardi, da Agricultura, Neio Lúcio Pereira, do Meio Ambiente, e Nilvo Silva, da Fepam, deverão, por solicitação de Tarso, acompanhar pessoalmente, ao longo da próxima semana, os debates – que aliás, já vinham sendo feitos internamente, por equipes técnicas dos três órgãos.
    Tudo indica que a licença de operação atual será substituída por uma nova, que contemple as demandas de todas as partes envolvidas. O ponto sobre a captação de água dos rios deve representar a maior dificuldade de entendimento entre as partes envolvidas.
    Até então, o discurso da Agricultura era o de que, da forma como está, tornaria inviável o programa. O da Fepam, de que não há nada de novo nesta questão, já que o Mais Água, Mais Renda é um projeto de reservação de água desde a origem. E para evitar novos episódios de fogo amigo por conta do tópico, o acordo foi eleger um único porta-voz para falar sobre a reunião de ontem no gabinete do governador.
    – O programa não acabou. Muito pelo contrário, segue normal. O que está em curso são alterações – enfatizou o chefe de gabinete de Tarso, Ricardo Zamora.
    O recado tenta dar alguma tranquilidade aos produtores interessados em acionar as linhas do programa. Mas a certeza sobre o que virá pela frente ficou para a próxima sexta-feira.

  • À espera das cores

    O compasso do clima impõe o ritmo para a maçã no Estado. O frio que se prolongou na primavera atrasou em cerca de 10 dias o início da colheita. E o calor em excesso neste mês tem impedido a fruta de chegar à cor adequada ao desejo do consumidor.
    – A maçã precisa de noites frias no verão para colorir. Se não tiver fruta colorida, automaticamente você tem menos venda – diz Pierre Nicolas Peres, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, de Fraiburgo (SC).
    Se as temperaturas mais baixas não vierem, a colheita terá de ser retomada de qualquer maneira. Safristas já estão a postos. Em Vacaria, maior produtor brasileiro da fruta, a população cresce quase 20% de janeiro a março. São 12 mil trabalhadores para os 7 mil hectares de pomares. A cidade produz, em média, de 250 mil a 270 mil toneladas – contribuindo com 24% do volume total do país.
    A colheita brasileira é estimada em até 1,18 milhão de toneladas – 10% maior que no ano passado. Desse total, 43% virá do Rio Grande do Sul.

  • Soja por conta e risco

    À medida que avança a colheita de milho no Noroeste e Norte, parte da área aberta começa a ser ocupada pela soja – a chamada safrinha.
    Produtores que plantaram o milho no final de agosto e começo de setembro colhem o grão e apostam na segunda safra da soja – apesar do risco, já que o plantio é feito fora do zoneamento agroclimático.
    – Ainda assim, essa prática vem crescendo. A safrinha pode resultar, de 20 sacas a 40 sacas por hectare, em média, dependendo do clima – diz Nédio Giordani, engenheiro agrônomo da Aprosoja-RS.

  • Cada trigo em seu lugar

    A Fundação Pró-Sementes apresenta hoje os resultados da pesquisa com 84 cultivares de trigo, de 10 diferentes obtentores, na safra 2013. No Estado, foram 54 variedades de ciclo precoce, médio e tardio em sete locais.
    – Os resultados foram diferentes em cada Estado. No Rio Grande do Sul, os rendimentos são o diferencial – diz Kassiana Kehl, coordenadora da unidade de cultivos de inverno.
    O levantamento, completa Kassiana, ajuda o produtor a escolher a variedade mais adequada. O estudo completo pode ser acessado no site cultivares.com.br.
    itens avaliados
    l Rendimento, peso hectolítrico, nota de acamamento (quanto menos “deitada” a lavoura, melhor), data de espigamento, de maturação, altura da planta e dados pluviométricos.
    resultados
    l No ciclo precoce, a produtividade máxima foi de 6.757 quilos por hectare, em Santo Augusto. A mínima foi de 3.668 quilos por hectare em São Luiz Gonzaga.
    l Nos ciclos médio e tardio, a produtividade máxima foi de 8.197 quilos por hectare em Vacaria, e a mínima, de 2.636 quilos por hectare, em São Luiz Gonzaga.

  • O tempo seco permitiu o avanço da colheita do milho no Estado, que chega a 23% da área cultivada segundo dados da Emater, com bons rendimentos. A principal preocupação no momento é com as lavouras que ainda estão em desenvolvimento vegetativo e floração, fases de maior risco.

  • O calorão está fazendo com que a fusariose se prolifere em plantações de alface, inclusive na Serra. A doença é causada por um fungo e provoca perda de produtividade e a qualidade. Como efeito, o preço poderá subir.
    Colaboraram Silvana de Castro e Joana Colussi

Fonte: Zero Hora

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