INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 
  • Fogo amigo não pode atingir o produtor

    A licença de operação do Programa Mais Água, Mais Renda não é exatamente nova. Foi emitida pela Fepam em 20 de dezembro do ano passado, trazendo alterações em relação ao documento anterior, como mostrou o Informe Rural no início deste mês. Mas foi agora que começou a render polêmica. De um lado, a Secretaria da Agricultura, idealizadora do projeto e, do outro, a Fepam, braço da Secretaria do Meio Ambiente, responsável pela emissão de licenças.
    – A alteração foi feita de forma sorrateira e terminou com o programa. Faz 30 dias que não tem projeto – reclama o titular da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.
    No centro do fogo amigo, o trecho da licença que define ações não autorizadas. O primeiro item da lista é “implantação de sistema de irrigação com captação direta de água em curso hídrico”. No argumento da Secretaria da Agricultura, isso torna o programa “inviável”.
    Nilvo Silva, presidente da Fepam, argumenta que a licença revisada pela instituição permite a captação de água de rio para enchimento de açudes nas épocas de cheia. O que não pode, no formato atual do Mais Água, Mais Renda, é irrigação com captação direta de cursos hídricos.
    – Esse aspecto não foi modificado em relação à primeira licença de operação, apenas não estava explicitado – afirma Nilvo.
    O dirigente explica que a retirada de água de rios e outros cursos d’água para irrigar lavouras pode vir a ser possível, condicionada a estudos mais aprofundados. Outra informação: a revisão ocorreu para “resolver falhas” e também por conta da legislação – a primeira licença foi concedida antes da aprovação do novo Código Florestal.
    Em tempo: o Mais Água, Mais Renda veio para suprir uma demanda – só 3% da área cultivada no Estado, descontado o arroz, é irrigada. Até dezembro, o programa tinha 2.577 projetos de adesão protocolados.
    Chegar a um acordo é, mais do que importante, urgente. Para que não se prejudique os produtores interessados na tecnologia capaz de lhe deixar menos dependente de São Pedro.

  • Para garantir a cobertura

    O projeto já existe e o contrato para a permissão de uso também. Agora, o desafio é colocar em prática a construção da Arena do Cavalo Crioulo dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio – investimento estimado em R$ 15 milhões. Embora o contrato assinado ontem não especifique valores, a responsabilidade financeira ficou divida em três partes. Uma caberá ao governo estadual. As outras duas, à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que busca parcerias.
    – Nossa prioridade é a cobertura da pista (imagem acima). O objetivo é tentar fazer isso até a Expointer – diz Mauro Ferreira, presidente da ABCCC.
    Essa etapa deve consumir R$ 5 milhões, maior investimento individual do projeto. Mas a proposta inclui outras obras, como o estacionamento, do outro lado do Arroio Esteio – em uma área total de 7,5 hectares.
    Os recursos da contrapartida do Estado virão, segundo a secretaria, do tesouro estadual, do BNDES e do convênio com o Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers). A projeção é de que o Simers invista R$ 20 milhões nos primeiros 10 anos de contrato. Metade, em áreas do sindicato e metade, no restante do parque.

  • Licitação trancou no meio do caminho

    Parte da proposta de revitalização do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a construção de novos empreendimentos – que incluem até um hotel – será feita por investidores privados. A licitação para a área, de aproximadamente 37 hectares, no entanto, está parada.
    O que deixou o processo em banho-maria foi um trecho de 1,3 hectare que pertencia à prefeitura de Esteio – e precisou ser repassado ao Estado. A matrícula da propriedade deve ser entregue na próxima semana, permitindo a retomada. Com o documento, será possível elaborar o edital.

  • No ano passado, os negócios envolvendo cavalos crioulos (leilões e vendas particulares) somaram
    R$ 183,17 milhões,
    segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, alta de 47% em relação a 2010 e de 8,64% em relação a 2012.

  • O Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da UFSM confirmou ocorrência da Helicoverpa armigera em 10 municípios. O registo foi em lavouras de soja de Condor, Cruz Alta, Estrela Velha, Ibiaçá, Julio de Castilhos, Rio Pardo, São José do Ouro, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e São Sepé.

Fonte: Zero Hora

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