INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • A tempo de permitir mudanças

    Com lei que implementa novo modelo para uso do Parque de Exposições Assis Brasil sancionada, a Secretaria da Agricultura trabalha contra o relógio para conseguir promover mudanças ainda a tempo da Expointer deste ano. Agora, está sendo desenhada a regulamentação da legislação que inclui o regimento do conselho gestor do parque e o regramento do fundo estadual.
    – Estamos acelerando o máximo possível – afirma o secretário-adjunto, Claudio Fioreze.
    A estimativa é de que a regulamentação esteja concluída até o fim deste mês. A partir daí, será possível começar a tratar dos contratos de concessão de entidades, como a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers). Ambas já têm investimentos previstos para as áreas que usam no parque.
    – Imaginamos que o projeto possa ser implementado dentro de três a cinco anos. Mas esse tempo está relacionado à captação de recursos – explica Roberto Davis, ex-presidente da ABCCC e integrante do conselho de planejamento da entidade.
    A construção da arena do cavalo crioulo foi orçada em R$ 15 milhões e prevê, além de melhorias na infraestrutura, realização de cursos profissionalizantes – como de domador e ginete.
    Outro componente da remodelação do Assis Brasil, o edital de licitação para a área nova foi encaminhado à análise da Secretaria do Planejamento. O instrumento permitirá – por meio de parceria público-privada – a construção de estruturas como o centro de eventos e o hotel.
    Ao tirar do papel a lei, a secretaria poderá tornar possível a execução de suas metas.
    – Queremos estar com as obras de contenção das águas do arroio Esteio prontas para a Expointer deste ano – completa Fioreze, repetindo projeção feita pelo secretário Luiz Fernando Mainardi à época da aprovação do projeto de lei na Assembleia, no mês passado.

  • Com direito a presidentes

    A cada edição, a participação de estrangeiros se consolida como marca da Expodireto-Cotrijal (foto), em Não-Me-Toque, no norte do Estado. A dois meses do início da feira, 75 países já confirmaram presença – um a mais do que os 74 que compareceram no ano passado. Também passarão por lá seis embaixadores.
    E para dar ainda mais peso e visibilidade à área internacional, os organizadores negociam a vinda de dois presidentes, o do Gabão e da Guiné Equatorial. Aliás, os países do continente africano, do Oriente Médio e a China devem estar entre os principais negociadores do evento, que na edição do ano passado somou recordes R$ 2,5 bilhões.
    – A internacionalização é consequência do crescimento da feira – avalia Nei Mânica, presidente da Cotrijal.
    Na próxima semana, serão definidos detalhes do lançamento da Expodireto. A feira, que ocorre de 10 a 14 de março, também abrirá espaço para tradicionais debates. Neste ano, o seguro de renda deverá entrar na pauta, opina Mânica:
    – Na nossa região há estimativa de quebra de até 70% no milho. Precisamos falar de um seguro que garanta renda ao produtor.

  • A negociação de letras de crédito do agronegócio na BM&F Bovespa cresceu 117% em 2013, chegando a R$ 89,89 bilhões, segundo dados da bolsa. O valor representa quase a totalidade de títulos do segmento – 96%.

  • Novas ocorrências da Helicoverpa

    O laboratório de manejo de pragas da Universidade Federal de Santa Maria identificou a presença de adultos da lagarta Helicoverpa armigera em mais municípios gaúchos. Os laudos apontam presença em lavouras de soja de Catuípe, Marau, Pelotas, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Santa Rosa, Sertão, Sobradinho e Viadutos. Já são 25 cidades em que a praga foi detectada. Os resultados foram comunicados à superintendência do Ministério da Agricultura.

  • – Chegou a 97,93% a adesão na segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa no Estado. A campanha, realizada em novembro, era voltada a bovinos e bubalinos com até dois anos.

  • Unidade de sementes à espera de licenciamento

    O projeto da Cotrijal para a construção de unidade de beneficiamento de sementes segue parado, à espera da licença de instalação. Os recursos – R$ 40 milhões – para financiamento já foram liberados, via Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), durante a Expointer do ano passado. Com área de cem hectares, localizada no limite com Carazinho, a unidade terá capacidade para receber entre 500 mil e 600 mil sacas de sementes por ano.
    Conforme a Fepam, a licença prévia para as atividades – recebimento, pré-limpeza, secagem, limpeza, seleção, armazenagem e expedição de sementes – foi emitida em 26 de abril de 2013. O pedido de licença de instalação foi feito em 17 de junho, e informações complementares sobre o meio biótico – levantamento da fauna e cobertura vegetal – solicitadas à Cotrijal já foram entregues. O processo está agora em fase de elaboração do parecer técnico. A estimativa é de que autorização saia até fevereiro.

  • Produtores interessados no milho balcão liberado pela Companhia Nacional de Abastecimento têm até quinta-feira, dia 9, para encaminhar os pedidos – via sindicato ou pelo e-mail rs.milho@conab.gov.br. O grão está disponível nas unidades da Cesa de Estrela, Garibaldi, Cachoeira do Sul e Erechim, e no Cerealista Lodi, em Marau.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *