INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Avança programa para leite de mais qualidade

    Depois de longa queda de braço e sucessivos adiamentos por falta de quórum, foi com tranquilidade que a Assembleia deu aval aos projetos para a produção de leite gaúcha. Tanto a proposta que cria o Fundoleite quanto a que estabelece o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Prodeleite) tiveram aprovação unânime.
    Das seis emendas propostas, uma foi incorporada ao texto, que irá agora para a sanção do governador Tarso Genro. O prazo oficial para a avaliação é de 15 dias, mas como essa foi uma das grandes apostas da Secretaria da Agricultura para o setor, a validação é aguardada para antes disso.
    – Foi vencida a etapa de regulamentação. Agora fica o compromisso da implementação – diz Ardêmio Heineck, consultor da Câmara Setorial do Leite da secretaria, que ajudou na elaboração dos projetos.
    Hoje o secretário Luiz Fernando Mainardi já se reúne para discutir encaminhamentos referentes à nova lei. Caberá à iniciativa privada o papel de constituir o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), para onde serão direcionados os recursos do fundo – R$ 2,6 milhões por ano, na soma de contribuições de partes iguais da indústria e governo.
    – Agora é organizar o IGL e fazer valer a lei. Temos pressa para que o instituto saia do papel o quanto antes. Sem ele, o fundo não tem sentido – argumenta Vergilio Perius, presidente do sistema Ocergs/Sescoop.
    Com o Prodeleite, uma das metas é que ao longo de 10 anos se possa dobrar a produção diária gaúcha, chegando a 20 milhões de litros. Com sanidade e qualidade igualmente garantidas.
    Porque é isso que interessa ao consumidor. Ter a certeza de que o produto consumido está livre de qualquer alteração. Aliás, em maio, os dois projetos, que não eram novos, entraram no pacote de medidas pós-fraudes, como formas de deixar o sistema mais organizado e blindado contra os oportunistas de plantão. Agora é esperar para ver.

  • Grandeza desperdiçada

    Com produção histórica referendada também pelo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o trigo gaúcho ganha força no cenário nacional. A colheita de 3,09 milhões de toneladas devolve o posto de maior produtor do país, depois do ciclo passado ter sido comprometido pelo tempo.
    – É um recorde em todos aspectos. O clima ajudou muito, mas o diferencial foi o investimento feito pelo produtor – avalia Glauto Melo Júnior, superintendente da Conab no Estado.
    Mas a euforia da performance no campo não se aplica à venda. Na Cotrijal, que tem em Paraná e Santa Catarina seus principais mercados, a comercialização “está praticamente parada”. Segundo o gerente comercial de grãos da cooperativa, Luís Claudio Gomes, os moinhos estão com pouca previsão de abastecimento, e os preços oferecidos, abaixo da expectativa:
    – As ofertas dos moinhos giram em torno de R$ 620, e a expectativa era de que estivessem em torno de R$ 700.
    A redução da alíquota de ICMS – de 12% para 8% – nas vendas interestaduais, embora bem-vinda, ainda não teve o impacto esperado.

  • Projeção da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína aponta alta de 15,7% nas exportações em 2014, somando 590 mil toneladas. Em 2013, o volume embarcado deve ser de 510 mil toneladas.

  • No compasso das transformações

    Avanço da agricultura, perda de rentabilidade, diminuição da escala de produção e deslocamento da pecuária para o Centro-Oeste são fatores que vêm impactando a atividade nos três Estados do sul do país. Para mensurar o tamanho dessa transformação, o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) comandará, a partir de maio, um verdadeiro censo em propriedades gaúchas, catarinenses e paranaenses. É a Radiografia da Pecuária Sulista.
    – Nossa base de dados está muito desatualizada. A pecuária gaúcha é muito melhor do que se imagina – aposta o coordenador do Nespro Júlio Barcellos, sobre os dados a serem apurados pela equipe de 60 pessoas.

  • – A VRS Indústria de Laticínios, fabricante da marca Latvida, aprovou ontem plano de recuperação judicial. A indústria foi uma das flagradas pela Operação Leite Compen$ado, que detectou fraudes no leite.

  • Dois frigoríficos brasileiros de frango receberam aval dos russos para exportação. Nenhuma das plantas, porém, fica no Rio Grande do Sul. Uma é em Minas Gerais e outra, em Santa Catarina.

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