INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Desfazendo mitos no controle da lagarta

    Aaposta no conhecimento como principal arma de controle da temida lagarta Helicoverpa armigera não é infundada. Em tempos de preocupação com uma praga que ainda se está aprendendo a conhecer, medidas bem-intencionadas podem produzir efeitos desastrosos na produção gaúcha. É o caso do uso desnecessário de defensivos. Na ânsia de proteger as lavouras, o produtor corre o risco de deixá-las ainda mais expostas.
    Além dos técnicos da Secretaria da Agricultura, que começam a sair a campo no trabalho de monitoramento, a Embrapa deu início ontem a uma caravana que percorrerá nesta semana cinco municípios gaúchos.
    O objetivo da iniciativa, que será repetida em todo o Brasil, mas começou por aqui, é disseminar o conhecimento entre os técnicos. E, em um efeito cascata, fazer a informação mais precisa chegar à ponta, no agricultor.
    Entre as dúvidas mais recorrentes no grupo que esteve ontem em Vacaria, na Serra, estão a forma correta de fazer o monitoramento e o momento certo para usar produtos de combate à praga.
    – Se partirmos só para o controle químico vamos perder a batalha rapidinho – adverte Paulo Pereira, pesquisador da Embrapa Trigo.
    Por isso, especialistas têm batido na tecla da necessidade do manejo integrado de pragas, que pressupõe o uso de diferentes práticas para garantir a sanidade da produção. O uso desenfreado de produtos químicos pode criar uma resistência ao princípio ativo de maneira mais rápida, eliminar inimigos naturais e ter impacto ambiental.
    A caravana da Embrapa, realizada em parceria com a Emater e com apoio da Universidade de Passo Fundo, segue hoje em Ijuí, depois passa por Passo Fundo (amanhã), Santa Rosa (quinta-feira) e Santa Maria (sexta-feira). A 57ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, da Federação da Agricultura do Estado, que ocorre hoje em Não-Me-Toque, também abre espaço para debater o combate à lagarta. Tudo para espalhar o conhecimento que a temida lagarta exige.

  • Em todos os rincões do Brasil

    Com nova parceria fechada neste ano e outra a ser consolidada em 2014, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) caminha em direção à meta de chegar em 2016 com cem mil animais certificados no programa Carne Pampa. Com 13 anos, o programa deve somar 55 mil animais certificados em 2013.
    – Além do frigorífico Silva e do Marfrig, que já trabalhavam com a marca, fechamos em outubro parceria com o CoopSul. No próximo ano, teremos em São Paulo o Beef & Veal, que irá direcionar à demanda de lojas do interior paulista – explica Alfredo Drissen, superintendente da ABHB e gerente do programa de carne certificada.
    Fora do Brasil, as ações do Brazilian Hereford e Braford, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), também têm rendido frutos. Ontem, representantes do Uruguai e da Argentina chegaram ao Estado para conhecer a genética e o serviço desenvolvidos aqui. Outros países, como Colômbia, Bolívia, Paraguai e Equador, já desenvolvem negócios por meio do projeto.
    O balanço do ano e a divulgação dos destaques do ranking de criadores 2013 estavam marcados para a noite de ontem, na Capital. Sobre os desafios, Drissen afirma:
    – É ter frutos de cruzamentos das duas raças em todos os rincões do Brasil.

  • Armazenagem no BB soma R$ 76,7 milhões

    O Banco do Brasil, que responde por 70% do crédito do Plano Safra liberado no Estado, deve encerrar 2013 com R$ 76,7 milhões em financiamentos para a armazenagem. Outros R$ 60 milhões, referentes a propostas já em análise, devem ser liberados no início de 2014.
    – As linhas têm potencial muito maior e a procura deve crescer no ano que vem – aposta Tarcísio Hübner, superintendente estadual do BB.
    A capacidade de fornecimento da indústria e as licenças ambientais são duas questões que ainda emperram a liberação de crédito.
    O déficit de armazenagem fez o governo anunciar a liberação de R$ 25 bilhões, em cinco anos, para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns.

  • OS CONTRATOS

    Veja as quantias liberadas neste
    ano pelo BB para armazenagem
    – 1º semestre: R$ 17,4 milhões, principalmente das linhas Moderinfra e PSI.
    – 2º semestre: R$ 59,3 milhões (já liberados e a serem liberados em dezembro).
    – A meta é chegar a R$ 300 milhões até julho do próximo ano.

  • As exportações do agronegócio tiveram alta de 5,6% no período de janeiro a novembro deste ano, chegando a
    US$ 93,58 bilhões, segundo dados da secretaria de relações internacionais do Ministério da Agricultura. Soja e carne estão entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento das vendas externas.

  • – Com o credenciamento do Ministério da Agricultura ao Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, exames de brucelose bovina poderão ser realizados no Estado. Até então, as análises eram feitas no Paraná.
    – Enquanto o projeto de lei do Parque Assis Brasil aguarda votação na Assembleia, o governo busca no museu chinês da agricultura inspiração para um modelo local.

  • Campanha para projetos do leite

    Nas redes sociais e em e-mails enviados aos parlamentares, consumidores e entidades têm feito campanha para que os projetos do fundo estadual do leite, o Fundoleite e do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite finalmente sejam apreciados na Assembleia. Hoje, os textos entram novamente na ordem do dia. Cinco emendas devem ser apresentadas.
    Em uma das mensagens em redes sociais foi escrito que “gostamos muito de leite, de queijo, de iogurte etc. Mas também gostamos de confiar no que consumimos”.

  • Estudantes interessados em doutorado na área de melhoramento de plantas nas culturas de arroz e trigo têm oportunidade de buscar bolsas de estudo do Programa Beachell-Borlaug International Scholars, da Monsanto. Nesta edição, serão 12 vagas. Informações em monsanto.com/mbbischolars

Fonte: Zero Hora

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