INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • A temida lagarta chegou à safra 2013/2014

    Em pleno plantio da nova safra de soja do Estado, a confirmação da presença da lagarta Helicoverpa armigera em cinco municípios gaúchos no atual ciclo é motivo de alerta e reforça, mais do que nunca, a necessidade de monitoramento das lavouras. O temor da praga não é infundado: sua ação em outras regiões causou prejuízos bilionários e já fez com que fosse decretado estado de emergência fitossanitária em Mato Grosso, Bahia, Goiás e parte de Minas Gerais. Piauí também já fez a solicitação ao Ministério da Agricultura.
    Por ora, a hipótese não é cogitada para o Estado, garante Jairo Carbonari, chefe do serviço de sanidade vegetal da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
    – Nas outras regiões, o que determinou o decreto foi a intensidade dos ataques – avalia.
    Nesta semana, com a chegada das armadilhas adquiridas pela Secretaria da Agricultura, o trabalho de monitoramento foi reforçado. Emater e Embrapa também têm instalado esse mecanismo. Há ainda o banco de dados, com planilhas atualizadas em tempo real.
    Aliás, foi com a ajuda das armadilhas que a lagarta foi identificada nos municípios de Santa Maria, Tupanciretã, Cruz Alta, Rosário do Sul e Ipiranga do Sul, em lavouras de soja. Quarenta e sete armadilhas foram instaladas em parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e uma empresa privada.
    Os equipamentos foram montados entre 23 e 29 de novembro. O laudo técnico com a confirmação da identificação foi emitido pelo entomologista Jerson Carús Guedes na segunda-feira.
    – É um sinal vermelho. Seria um milagre a praga não se espalhar – observa Guedes.
    Novos casos podem ser confirmados, já que material coletado em outros municípios chegou ontem para análise. O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado, Décio Teixeira, afirma que a entidade irá enviar ofício ao ministério da Agricultura pedindo decreto de emergência fitossanitária.

  • Prontos para o mercado russo

    Ao mesmo tempo em que recebia ontem nova missão de técnicos russos, o frigorífico Alibem (foto) de Santo Ângelo se preparava para realizar os primeiros embarques para o país. A planta recebeu sinal verde para exportar carne suína no último dia 22, colocando um ponto final no embargo imposto pela Rússia ao Estado desde junho de 2011 – quando também foram suspensas compras de Paraná e Mato Grosso.
    Por enquanto, a unidade é a única no Rio Grande do Sul habilitada para vender aos russos, com uma produção livre de ractopamina. Conforme José Roberto Goulart, diretor comercial da empresa, os primeiros volumes devem ser enviados já na segunda quinzena deste mês.
    – A Rússia é um mercado tão procurado porque paga bem, leva grandes volumes e compra itens que nosso mercado não absorve – explica o diretor.
    Com produção anual de 140 mil toneladas de suínos nas duas unidades, a Alibem negocia com mais de 30 países. O mercado externo responde por 37% das vendas, enquanto o interno, por 63%.
    A nova visita à planta de Santo Ângelo já estava previamente agendada. O grupo que esteve ontem na unidade era formado por seis pessoas (quatro da Rússia, uma do Cazaquistão e um intérprete) e estava acompanhado por representantes do Ministério da Agricultura.

  • O PIB e o resultado da agropecuária

    O recuo de 3,5% na agropecuária brasileira no terceiro trimestre – que ajudou a puxar para baixo o PIB –, não chega a ser uma surpresa. Em razão da sazonalidade da safra de grãos, que entra com força no segundo trimestre, é comum haver queda na comparação entre o terceiro e o segundo trimestre.
    E como deve ser o desempenho do setor no Estado?
    – Neste ano, não se deve capturar o momento do Brasil para o Estado – avalia Antonio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado, lembrando que 2012 foi ano ruim, com impacto negativo da seca, e 2013 positivo, efeito da boa colheita.
    Luz projeta para o Estado queda no desempenho da agropecuária no terceiro trimestre em comparação com o segundo, e alta na comparação com igual período de 2012. Para o quarto trimestre, o resultado deve ser bom, efeito da safra de trigo, que deve ser 40% maior do que no ano passado.

  • Pragas estarão na pauta de um encontro realizado de hoje até sexta-feira no auditório da sede da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas. O evento é uma parceria da entidade com UFPel e UFSM, contando ainda com a participação da Universidade de Gent, da Bélgica.

Fonte: Zero Hora

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