INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Esperança para a Emater em Brasília

    No que depender do quesito esforço coletivo, a manutenção das atividades da Emater está garantida. A audiência pública realizada ontem na Capital consolida movimento de diferentes frentes de ação em prol da entidade, cuja relevância na disseminação do conhecimento ao produtor rural está mais do que clara.
    A reunião marcada para quarta-feira com a ministra Tereza Campello, titular do Ministério do Desenvolvimento Social, é uma das apostas de uma solução perene para o questionamento da filantropia da entidade que se arrasta há anos. Afinal, é o órgão que concede as certificações de entidades beneficentes de ação social.
    Paralelo a isso, segue o trabalho de mobilização. Durante esta e a próxima semana serão realizadas audiências ou atividades nos municípios gaúchos para tratar da questão da Emater. Um abaixo-assinado com quase 170 mil assinaturas também foi anexado ao pedido que tenta reverter a decisão do juiz da 14ª vara federal que extinguiu a ação popular e derrubou a liminar que mantinha a filantropia da entidade.
    Aliás, logo após a audiência pública, o juiz federal Alexandre Rossato da Silva Ávila recebeu um grupo. Foi entregue um documento pedindo revisão da sentença e restabelecimento da liminar.
    – A atividade da Emater, a curto prazo, segue. Mas é preciso resolver essa questão. Há uma ação de cobrança fiscal que está no STF. Esse é o risco, das cobranças começarem a ser executadas – avalia Lino De David, presidente da Emater.
    A decisão sobre os embargos declaratórios sai até sexta-feira, garante o juiz. Mas, acrescenta, é difícil mudar a sentença, uma vez que a definição pela extinção se baseou no entendimento de que esse não era o caso de uma ação popular – que pressupõe o resguardo do patrimônio público.
    – Essa decisão não significa o fechamento da entidade. Existem outras ações que a entidade pode ajuizar – completa o juiz Ávila.
    Em se mantendo a sentença, cabe recurso.
    No ano em que o governo federal decidiu justamente apostar na criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), ver a Emater ruir diante de dívidas previdenciárias seria, no mínimo, um contrassenso.

  • Mapeando o cavalo crioulo

    A partir de janeiro do próximo ano, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) iniciará um criterioso trabalho de auditoria do rebanho da raça em todo o país. A iniciativa é uma exigência do Ministério da Agricultura para associações que tiveram modificações nos serviços de registro genealógico. Na prática, contudo, servirá também como uma espécie de censo.
    – Será possível fazer um mapeamento da criação de cavalos crioulos no país – explica Rodrigo Teixeira, superintendente do serviços de registro genealógico da ABCCC.
    A projeção é de que o trabalho seja concluído até abril. Como o Rio Grande do Sul concentra 86% do rebanho nacional, 50 dos 59 criatórios a serem vistoriados ficam no Estado. Outros três estão no Paraná, três em Santa Catarina e os demais em outras regiões do país. A escolha das propriedades foi por sorteio – com representatividade de associados e também não associados da ABCCC.
    Criadores cujas propriedades foram selecionadas serão comunicados com antecedência sobre a data da vistoria. A avaliação – de itens que vão da documentação à conferência dos padrões da raça – será por amostragem.

  • Vota ou não vota?

    Vai depender do andamento das negociações, mas os projetos para criação do fundo estadual do leite (Fundoleite) e do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Prodeleite) têm nova chance de ir à votação hoje na Assembleia.
    Enquanto o governo aposta na negociação de acordos que permitam a votação, primeiro, de assuntos de maior consenso, a oposição diz estar disposta a votar “tudo que for possível”. O deputado Frederico Antunes (PP) já protocolou requerimento para alterar a ordem do dia, votando os projetos do leite antes do Banrisul.
    Pelo menos seis emendas devem ser apresentadas para o Fundoleite. Aliás, outro importante projeto do governo, que trata sobre os usos dos espaços do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, também começa a trancar a pauta.

  • – O projeto de eficiência energética executado pela AES Sul no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, deve gerar economia de 427,11 MWh/ano.
    – Começaram a ser distribuídas ontem as 20 armadilhas compradas pela Secretaria da Agricultura para monitoramento da lagarta Helicoverpa armigera no Estado.

  • Números da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) mostram que, no acumulado de janeiro a novembro, as exportações de frango tiveram alta de 5,2% na receita, alcançando US$ 7,349 bi, apesar da leve queda de 0,3% no volume exportado – que ficou em 3,567 milhões de toneladas.

  • Liminar contra Monsanto ainda está valendo

    Segue valendo a liminar que determina a suspensão da exigência, por parte da Monsanto, da assinatura do acordo de licenciamento de tecnologia e quitação geral, pelo qual o produtor desiste de ações judiciais relativas a royalties da primeira geração de soja transgênica, a RR1.
    A Justiça gaúcha negou pedido da multinacional e manteve decisão anterior na ação coletiva movida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS). Na prática, a liminar impede a empresa de exigir a renúncia dos produtores a ações anteriores no momento da aquisição da soja Intacta RR2.

  • Se 2013 consolidou bons resultados nas exportações de carne bovina brasileira, 2014 tem potencial para ser ainda melhor. Projeção divulgada pela pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos indica que o Brasil deve bater a marca de US$ 8 bilhões em negócios com o mercado externo.

Fonte: Zero Hora

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