INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • O leite poderá azedar, de novo

    Um intrincado jogo político permeia agora as negociações para a votação dos projetos para o leite. Aptas para a votação na seção de hoje da Assembleia, as duas propostas que criam o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul (Prodeleite) e o fundo estadual do leite (Fundoleite) precisam superar antes outros assuntos, como o Banrisul e a EGR, que nas últimas semanas têm derrubado o quórum necessário para a apreciação.
    – Esses projetos só têm chance de ir à votação se houver acordo para que sejam apreciados antes do projeto do Banrisul – afirma o deputado Frederico Antunes (PP).
    A partir da sugestão de entidades, Antunes também deve apresentar emendas ao texto do Fundoleite com relação à composição do conselho deliberativo e com relação à contribuição financeira a ser feita. Para a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), são justamente esses dois pontos que ainda exigem discussão.
    – Continuamos negociando com o governo e com os próprios parlamentares para não cometermos o erro de aprovar um projeto que onere a produção – afirma Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Leite da Farsul e vice-presidente do Conseleite.
    Na contrapartida, entidades que apoiam o projeto, como a Ocergs e a Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), tem se mobilizado para tentar sensibilizar os deputados a garantir a presença mínima exigida para a votação. A exemplo do que ocorreu na última semana, as galerias do plenário prometem ficar ocupadas. Até mesmo e-mails e redes sociais estão sendo utilizados para fazer um “chamamento”, inclusive de consumidores.
    Sobre a possibilidade de negociar a ordem de votação, o deputado Valdeci Oliveira, líder do governo na Assembleia, afirma:
    – Vamos avaliar isso até o momento da reunião do colégio de líderes.

  • Bons negócios traduzidos

    Estampada em caminhões, uma marca do Rio Grande do Sul circula pelas ruas do Iraque (foto) no idioma local. Um jeito de aproximar ainda mais o frango produzido pela Languiru da mesa da população local.
    Os negócios com o mercado externo começaram a se intensificar em 2002, quando a cooperativa decidiu se revigorar e passou a apostar na busca por clientes fora do Brasil. Na época, apenas 8% do volume produzido tinha como destino o Exterior.
    – Atualmente, há períodos do ano em que a nossa exportação de frango chega a 50% da produção – explica o presidente da Languiru, Dirceu Bayer.
    Em números, isso representa entre 1 mil e 1,5 mil toneladas da produção mensal de cerca de 3 mil toneladas produzidas pela cooperativa. Uma prova de que a estratégia deu certo.
    O principal mercado – dos cerca de 40 países atendidos pela cooperativa, que representaram R$ 68,5 milhões em negócios – são os Emirados Árabes.
    A identificação em veículos e postos de armazenagem no Iraque é uma iniciativa do parceiro da marca no país do Oriente Médio.
    De janeiro de 2012 a outubro deste ano, a Languiru embarcou cerca de 8,2 mil toneladas de frango para o Iraque, segundo dados da trading internacional da cooperativa, a Four Import Export.

  • Susaf tem 120 pedidos de adesão

    Deve sair nos próximos dias a homologação da adesão de São José do Sul, ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf). O pedido já tinha sido aprovado, e o município é o primeiro a ter o sistema, que permite vender produtos de agroindústrias familiares dentro do Estado.
    Até agora, 120 municípios fizeram a solicitação, 85 de forma individual. Os demais, via consórcio.
    – Devemos fechar o ano com 10 municípios já aprovados – estima Claudio Fioreze, secretário-adjunto da Agricultura.
    Para incentivar a adesão, a secretaria prometeu restringir a concessão das exceções para venda – que autorizam a comercialização fora da cidade de origem.

  • Na estrada para combater as pragas

    Além das armadilhas compradas pelo governo do Estado, que devem chegar até o fim da semana, o trabalho de combate à helicoverpa armigera ganha outro reforço. É a caravana de alerta às ameaças fitossanitárias, promovida pela Embrapa.
    A iniciativa será realizada em todo país, de dezembro a março. No Estado, percorrerá cinco locais (veja abaixo), com apoio da Emater. São orientações voltadas a extensionistas, técnicos de cooperativas, sindicatos, associações rurais e assistência técnica.

  • A Petrobras e a Embrapa assinam na quinta-feira termo de cooperação para o desenvolvimento de tecnologias para a produção de cana-de-açúcar no Estado.
    A execução do projeto será por meio do Centro de Pesquisas da Petrobras, com coordenação da Embrapa Clima Temperado.

Fonte: Zero Hora

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