INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • A cautela como mecanismo de combate

    Para evitar uma corrida desnecessária pela liberação da importação de defensivos, de uso proibido no Brasil para combater a lagarta helicoverpa armigera, técnicos da área de defesa vegetal do Estado insistem que o momento é de cautela. A flexibilização para a compra de produtos com benzoato de emamectina só está sendo concedida em caráter temporário e emergencial em locais onde é decretado estado de emergência fitossanitária, condição da qual o Rio Grande do Sul, neste momento, está muito longe.
    Apesar da confirmação da presença da lagarta, a situação ainda é bastante distinta da verificada em locais como Mato Grosso, oeste da Bahia e Piauí. Nessas regiões, a praga atacou lavouras de diferentes culturas e impôs o decreto de emergência. No RS, argumentam os técnicos, ainda está se conhecendo a lagarta – a identificação foi feita com amostras coletadas durante a safra passada de verão. O ciclo atual será o primeiro em que os gaúchos lidarão oficialmente com a praga.
    – Aqui, há inverno, o que afeta o desenvolvimento da lagarta, e não temos a mesma sucessão de culturas dessas outras regiões do país – pontua Jairo Carbonari, chefe do serviço de sanidade vegetal da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
    Atualmente, conforme Carbonari, existem 16 produtos – biológicos, fisiológicos e químicos – registrados no Ministério da Agricultura que são capazes de controlar a nova praga.
    O monitoramento constante, do início ao final do desenvolvimento da lavoura, será a principal arma de combate à tão temida lagarta (veja abaixo mais detalhes), que destrói o que vê pela frente. Com uma safra de soja promissora sendo semeada neste momento, o Estado tem, em eventual disseminação da helicoverpa armigera, mais do que uma ameaça aos bons resultados.
    – O que precisamos fazer é conhecer a praga, para não causar um dano maior do que a lagarta ao aplicar insumos sem necessidade – defende o engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, da Emater.

  • Cerco ao inimigo

    Para evitar que os prejuízos contabilizados em outras regiões do país se multipliquem pelo Estado, uma reunião definiu ontem um plano de ações para controlar a lagarta helicoverpa armigera.
    O primeiro passo será intensificar o monitoramento das lavouras, por meio de armadilhas. A Secretaria da Agricultura já comprou 20, a serem distribuídas em 10 municípios do Estado (Santa Rosa, Passo Fundo, Erechim, Bossoroca, Arroio dos Ratos, Santo Ângelo, Rosário do Sul, Pelotas, Vacaria e São Borja). O material deve chegar até o início da próxima semana, segundo José Candido Motta, diretor da defesa vegetal da secretaria.
    Outras 25 unidades de monitoramento foram implementadas pela Emater, em parceria com a Embrapa.
    As armadilhas são utilizadas para a captura dos adultos machos, que são posteriormente enviados para análise em laboratório. Aliás, a agilidade na identificação da praga é outra medida (veja ao lado as demais iniciativas).
    Além de um laboratório da Capital, várias instituições de pesquisa também trabalharão no reconhecimento da helicoverpa armigera – a ideia é que o resultado saia em uma semana.
    – A orientação é não se alarmar e fazer o monitoramento. Em caso de suspeita, o produtor deve procurar o órgão de pesquisa mais próximo, para ter orientação adequada – esclarece Jairo Carbonari, chefe do serviço de sanidade vegetal da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
    Em outra reunião, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Luis Carlos Heinze, mobilizou entidades, cooperativas e revendas de insumos para formar uma rede de informação, que alerte sobre ocorrências.
    OUTRAS MEDIDAS
    – Formação de um banco de dados com a centralização das informações, a ser organizado pela Secretaria da Agricultura.
    – Criação de um grupo de trabalho oficial, formado por 15 instituições.
    – Realização de palestras pela Embrapa e pela Emater, nas principais regiões produtoras, para discutir manejo adequado de pragas.

  • Fogo amigo no Estado

    No lançamento da nova campanha promocional dos vinhos brasileiros, ontem, o secretário Luiz Fernando Mainardi criticou o trabalho da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage). Responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos, o órgão foi criticado pelo secretário devido à demora na análise de projetos da pasta.
    Entre essas ações estão a campanha de divulgação da vacinação contra febre aftosa, que termina no próximo dia 30 e só hoje chegará ao público, além do repasse de cerca de R$ 2 milhões para projetos de assistência rural da Emater.

  • A Secretaria da Agricultura busca com o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) mais US$ 5 milhões para estimular ações na vitivinicultura. O pedido deve receber o sinal verde do Ministério do Planejamento na próxima semana e, depois, estará pronto para avaliação dos integrantes do bloco.

  • Lances por uma boa causa

    Termina neste domingo o leilão beneficente em favor de Stephanie Nunes de Medeiros.
    A adolescente de 14 anos é filha do criador Ronei de Medeiros. O remate virtual (trajanosilva.com.br) oferece 13 coberturas de importantes cavalos crioulos, entre os quais JLH Hermoso, atualmente o exemplar mais valorizado da raça.
    Stephanie teve uma parada cardíaca em abril deste ano. Depois de 80 dias no hospital, a adolescente agora se recupera em casa.

  • Saiu a licença prévia de ampliação para a fábrica da John Deere em Montenegro. O investimento de US$ 40 milhões foi oficialmente anunciado em setembro. A licença havia sido solicitada em junho.

Multimídia

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *