INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

A inimiga número 1 das lavouras passou por aqui

  • Agora é oficial. Exames comprovaram que a tão temida lagarta helicoverpa armigera passou, de fato, pelo Rio Grande do Sul. A praga vem causando prejuízos bilionários nas lavouras do Brasil afora e já fez com que fosse decretado estado de emergência fitossanitária na Bahia e em Mato Grosso. Um terceiro Estado, Goiás, também já solicitou o status ao Ministério da Agricultura o pedido está agora sob análise do departamento jurídico. E há o Piauí, que decretou situação de emergência estadual.
    No Rio Grande do Sul, as lagartas para identificação foram coletadas por pesquisadores da UFSM, UPF e Embrapa Trigo em lavouras de soja da safra do verão passado (ciclo 2012/2013), em Espumoso, Carazinho e Passo Fundo.
    Tamanha demora no diagnóstico oficial se deve à dificuldade da identificação. Conforme José Candido Motta, diretor de defesa vegetal da Secretaria da Agricultura, existem apenas duas maneiras de fazer isso: por meio de exame de DNA e pela genitália do macho. Por isso, a confusão com outras lagartas que atacam lavouras gaúchas é comum.
    Técnicos e pesquisadores garantem, contudo, que não há motivo para pânico. Para traçar uma estratégia de ação, um grupo de especialistas se reúne hoje na superintendência do Ministério da Agricultura do Estado. A partir daí, serão detalhadas as estratégias de controle, explica Jairo Carbonari, do serviço de sanidade vegetal da superintendência. Programas de monitoramento já estão sendo feitos.
    No país, a voracidade com que a helicoverpa tem consumido os lucros de produtores é tamanha que forçou a adoção de medidas drásticas. Em outubro, a presidente Dilma Rousseff autorizou a adoção de procedimentos específicos para o controle da praga. Entre as medidas está a liberação, em caráter temporário e emergencial, da importação de defensivos que tenham como ingrediente ativo o benzoato de emamectina, substância não autorizada nas lavouras do Brasil. Para que isso ocorra, porém, o decreto de emergência fitossanitária é pré-requisito.

  • Bons lances confirmados

    Acertou em cheio quem apostou em uma primavera de bons negócios. Com a temporada encerrada, o Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler-RS) fecha as contas e mostra porque este ano é considerado o melhor da década. O faturamento com a venda de 5.219 machos e 7.106 fêmeas foi de R$ 59,1 milhões, 30% mais do que em 2012.
    – É o melhor resultado em 10 anos na qualidade, no número de touros vendidos e na valorização – reforça Jarbas Knorr, presidente do Sindiler-RS.
    No geral, a média dos machos ficou em R$ 7,71 mil. A das fêmeas, em R$ 2,65 mil (veja quadro).
    Com clientes de resultados expressivos no portfólio, como a GAP Genética (foto), que negociou R$ 4,04 milhões, a Trajano Silva também comemora resultado singular: faturamento de R$ 11,27 milhões (alta de mais de 10%).
    – Foi o melhor dos últimos 10 anos – corrobora o diretor Marcelo Silva, para quem médias altas, volume de fêmeas vendidas com preços expressivos e novos criadores justificam tal desempenho.

  • O tufão Haiyan, que arrasou as Filipinas, provocou estragos também na agricultura e na pesca, deixando prejuízo estimado em US$ 225 milhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O país asiático é o oitavo maior produtor mundial de arroz.

  • Ainda fazendo as contas do trigo

    Apesar de bem-vinda, a redução do ICMS do trigo para o percentual de 8% pode ter seu efeito diluído pela concorrência interna, no entendimento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Maior produtor do cereal no país no ciclo passado, o Paraná teve quebra na produção deste ano. Mas ainda que tenham oferta reduzida, os paranaenses têm uma vantagem: alíquota de 2% nas vendas interestaduais para as regiões Sul e Sudeste e zero para Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo.
    – Precisávamos de um efeito maior. Porque o Paraná está mais próximo dos mercados consumidores e tem uma alíquota menor, de forma permanente – avalia Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul.
    – Chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, José Nilton Botelho teria pedido exoneração do cargo. O ministério diz que só se manifesta sobre o assunto após publicação do pedido no Diário Oficial da União.
    – O parlamento europeu adotou ontem a nova Política Agrícola Comum. Rompendo com modelo anterior, em que cerca de 80% das verbas eram entregues a 20% das explorações agrícolas, a nova política prevê redistribuição entre países e produtores.

  • Produtores de ovinos do Estado têm até 31 de dezembro para informar o número de cordeiros e cordeiras nascidos em 2013. O registro deve ser feito nas inspetorias de defesa agropecuária de cada município.

Fonte: Zero Hora

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