INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Dia decisivo para as propostas do leite

    Por determinação das regras, os dois projetos do governo para a produção de leite no Estado passam a trancar a pauta da Assembleia hoje, já que estão em regime de urgência. Na prática, isso significa que a partir de agora terão, obrigatoriamente, de ser votados. Há mecanismos como a retirada de quórum que podem adiar a decisão, mas não mais por muito tempo.
    Na sessão desta terça-feira há outro assunto pendente – o projeto da EGR –, que já vem trancando a pauta e, por isso, tem prioridade na votação. Prontos para o momento da decisão, porém, apoiadores pró e contra as propostas que criam o fundo do leite, o Fundoleite, e o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Prodeleite) devem ocupar as cadeiras do plenário para acompanhar de perto a votação. Ontem, comitivas se mobilizavam para tal.
    Ao texto que já está na Assembleia devem ser adicionadas três emendas. Uma delas prevê alteração na representatividade do conselho deliberativo – ampliando para três o número de representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag). A segunda determina que as contribuições a serem cobradas para a constituição do fundo só comecem a ser feitas após criação, estruturação e funcionamento do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). E por fim, uma terceira emenda prevê prazo de até 180 dias para a criação do IGL e determina a representatividade de cada uma das partes (produtores, indústria e governo).
    As negociações devem ser até o último minuto. Na semana passada, o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Edson Brum – que é de oposição – admitiu, logo após audiência pública, que no geral o projeto “é bom e avançou”, e que essa discussão vem sendo feita “há muito tempo”.
    O governo, até ontem, também não arredava o pé quanto à manutenção do regime de urgência. Mais do que isso, o secretário Luiz Fernando Mainardi se mostrava confiante:
    – O projeto será aprovado por ampla maioria.

  • Contra o relógio no Assis Brasil

    Um dos projetos de fôlego do governo é a proposta que trata sobre o uso dos espaços do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Depois de retirado da Assembleia por encontrar resistência dentro do próprio PT, o texto original foi modificado e reapresentado, em regime de urgência. Hoje, deve ser distribuído para a Comissão de Constituição e Justiça, onde será definido um relator. O tempo para a apreciação é curto. A partir de 3 de dezembro o projeto começa a trancar a pauta.
    A celeridade é bem-vinda. Projetos de tradicionais entidades, como o Sindicatos das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers) e da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) dependem dessa definição para sair do papel.
    – Só podemos fazer alguma coisa ali depois de assinado o convênio – reitera Claudio Bier, presidente do Simers, em relação à área usada.
    A associação prevê obras de melhorias para as quais deve contar com crédito de R$ 20 milhões a ser aplicado em 10 anos – em um contrato de concessão onerosa de 20 anos. Uma das principais alterações a ser executada tem relação com os alagamentos, que neste ano castigaram as empresas do setor durante a feira.
    – Nada sai do papel enquanto estivermos em uma área de alagamento. Nos últimos 90 dias, a pista do cavalo crioulo ficou inundada três vezes. Uma na Expointer e duas depois – diz Mauro Ferreira, presidente da ABCCC, que tem projeto para uma arena no parque no valor de R$ 15 milhões.

  • O crédito liberado via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) chegou a R$ 8,44 bi no período de julho a outubro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O crédito refere-se ao ano safra 2013/2014, e é 38% maior do que a quantia contratada em igual período do ciclo passado.

  • Com quem fica a coordenação?

    O afastamento de duas funcionárias da área de laticínios, dentro da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria da Agricultura, continua gerando polêmica. O assunto foi pauta de várias reuniões no dia de ontem.
    O secretário Luiz Fernando Mainardi afirma que a substituição ocorreu com objetivo de melhorar a adesão ao programa de coleta a granel, considerada baixa (10 empresas).
    Ele garante que a pessoa a ocupar a posição já foi definida. Mas, internamente, a informação é de que não houve sequer afastamento oficial e que a mudança está sendo discutida.
    – Ficamos sabendo da mudança pela imprensa – afirma Fátima Pereira, vice-presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado.

  • Imunização no tempo certo

    A menos de 15 dias do fim da campanha, a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa no Estado segue em bom ritmo. A imunização já atingiu mais de 50% do rebanho no sul do Estado. No Norte, o índice é de cerca de 40%. A atual etapa tem como alvo 6 milhões de bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade.
    Um grupo técnico recém-criado terá a missão de coordenar e desenvolver ações do Programa Estadual de Sanidade Ovina. A equipe é formada por 10 médicos veterinários.

Fonte: Zero Hora

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