INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Quatro frentes para manter a Emater

    Na tentativa de reverter a decisão da Justiça que derrubou liminar favorável e extinguiu ação popular movida em favor da filantropia da Emater/Ascar, uma estratégia com quatro frentes de ação foi traçada ontem em reunião realizada na Assembleia Legislativa. A primeira é o recurso legal, o que deve ser feito, conforme o advogado Rodrigo Dalcin, até a próxima semana.
    A segunda será saber como está o andamento das investigações por parte da Polícia Federal sobre denúncias que indicariam a existência de uma “força-tarefa” com o objetivo de cassar a filantropia de entidades. Um terceiro passo será uma audiência com a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. É a pasta comandada por ela que fornece a Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social.
    Por fim, mobilizações serão organizadas em todo o Estado para mostrar o papel social desempenhado pela Emater, explica o presidente da entidade, Lino De David:
    – O que mais incomoda a gente nesse litígio com a União é que nunca conseguimos discutir o mérito da questão.
    Se de fato perder a filantropia, a Emater terá de pagar uma dívida estimada em R$ 2 bilhões referentes à contribuição previdenciária. Com um patrimônio de R$ 30 milhões e orçamento anual de R$ 240 milhões, a conta simplesmente não fecha. E o que ficará em jogo é uma atividade de assistência e extensão rural que atende 250 mil famílias por ano no Estado.

  • Sem semente à mesa

    Por enquanto, a nova variedade de uva sem semente lançada neste mês pela Embrapa Uva e Vinho, a BRS Isis, tem como foco os produtores da região do Vale do Rio São Francisco, no Nordeste. Mas a ideia é poder realizar as primeiras experiências no Estado na próxima safra.
    A novidade atende ao crescente interesse do mercado interno neste tipo de produto – essa é a quinta variedade de uva sem semente desenvolvida pelo órgão.
    – Essas uvas foram testadas em regiões tropicais. Ainda não são recomendadas para o sul do país – explica Patricia Ritschel, que coordena o programa de melhoramento genético da Embrapa, o Uvas do Brasil, ao lado de João Dimas Garcia Maia.

  • Leilão de milho sob consulta

    O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, avalia a possibilidade de realizar leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho que incluam o Rio Grande do Sul. Uma decisão pode sair até o final desta semana.
    – Se houver condições, faremos. Mas é importante levar em conta a situação do Paraná, que também tem excedente de produção, para que os preços lá não sejam puxados para baixo – observa Geller.
    Na semana passada, entidades gaúchas encaminharam ao secretário um documento no qual pediam a inclusão do Estado no leilão, para garantir o abastecimento necessário para a indústria de aves e de suínos. Até o momento, só uma edição de Pepro, que disponibilizou 550 mil toneladas do grão, foi realizada.

  • Os estragos causados pela lagarta helicoverpa armigera no oeste da Bahia fizeram o governo decretar estado de emergência fitossanitária na região. A validade é de um ano e permite ações de controle à praga cujo prejuízo causado na última safra é estimado em R$ 2 bilhões.

  • Com o intuito de aproximar as novidades tecnológicas do produtor, a Embrapa Clima Temperado realiza hoje o Dia de Campo Sobre Produção do Leite. O evento, gratuito, começa às 8h30min na estação experimental Terras Baixas, no campus universitário da UFPel, em Capão do Leão.

Fonte: Zero Hora

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