INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Hora ruim para a isenção

    Anotícia de que a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação do trigo será prorrogada veio como um balde de água fria para os produtores gaúchos. Pela primeira vez em muitos anos, o cereal tem potencial de trazer rentabilidade ao campo durante o ciclo de inverno. A safra deve ser uma das melhores podendo chegar a2,7 milhões de toneladas , o produto está valorizado e tradicionais concorrentes, como o Paraná e o Paraguai, tiveram quebra de produção.
    – Entendemos que é um mau momento para a medida. O Rio Grande do Sul tem o que o mercado está buscando. Isso poderia trazer boas remunerações para o cereal e para a farinha gaúcha – entende José Antoniazzi, presidente do Sindicato das Indústrias de Trigo do Estado.
    Criada para proteger a produção do Mercosul, a alíquota de 10% sobre importação de trigo de outros países vem sendo suspensa desde abril devido à dificuldade de abastecimento do produto. A Argentina, um dos principais fornecedores do país interrompeu as exportações em maio.
    Com isso, o Brasil, cuja demanda é maior do que a produção, se viu obrigado a fazer compras em outros mercados. E foi aí que a isenção entrou em campo. Até porque, a escassez vinha provocando sucessivas altas nos produtos feitos à base de trigo, como o pão francês.
    Justamente porque precisa buscar trigo de fora – a estimativa é de que serão necessárias 7 milhões de toneladas neste ano – Arildo Bennech de Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado, diz que não existe razão para preocupação dos produtores.
    – A medida desestimula o produtor e não irá mexer com a situação do consumidor. O governo tem de achar uma forma de compensar isso – entende Rui Polidoro, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado.
    Com a isenção da tarifa externa comum uma coisa é certa: deve aumentar a pressão do setor por uma redução no ICMS cobrado para a venda interestadual de trigo gaúcho.

  • Doses que fazem a diferença

    A largada para a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Estado será dada amanhã na Fazenda Bom Fim, em Guaíba. Na propriedade de Vasco Costa Gama serão distribuídas as primeiras doses da imunização. A meta agora é aplicar a vacina no rebanho de cerca de 6 milhões de bovinos e bubalinos com até 24 meses.
    – Essa é a idade em que os animais estão mais suscetíveis à doença – explica Fernando Groff, coordenador do programa de erradicação da febre aftosa na Secretaria da Agricultura.
    A propriedade do pecuarista escolhido para sediar o lançamento da etapa tem mil hectares onde são produzidos gado de corte da raça braford, cavalos crioulo e quarto de milha, além do cultivo de arroz e milheto. A solenidade deve contar com a presença do governador Tarso Genro.
    Para a campanha, serão destinadas 2,5 milhões de doses gratuitas para os produtores que se encaixam no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou na lei da pecuária familiar e que tenham no máximo até cem cabeças.
    A segunda fase da imunização se estende do dia 1º até o dia 30 de novembro. Em caso de dúvidas, a recomendação da secretaria é de que pecuaristas entrem em contato com as inspetorias veterinárias de suas regiões.

  • Produtores cobram aplicação de regra

    Sobre o uso de agrotóxicos não autorizados no cultivo de alimentos, apontado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana, a Associação dos Produtores de Hortigranjeiros da Ceasa lembra que a aplicação de regra já definida poderia solucionar 95% dos problemas existentes.
    As normas para registro de pesticidas para pequenas culturas foram estabelecidas em 2010, em uma tentativa do Ministério da Agricultura e da Anvisa de simplificar o processo e agrupar produtos da mesma família em registro único.
    Conforme o presidente da associação de produtores da Ceasa, Evandro Finkler, a entidade já solicitou ao ministério a aplicação da normativa.

  • Bloqueio alerta para necessidade de segurança

    A preocupação com a segurança no campo mobilizou cerca de 500 pessoas ontem, em Pinheiro Machado, na Campanha. Por períodos alternados, a BR-293 foi bloqueada e, depois liberada.
    Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município com apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado, o primeiro Grito de Alerta Pinheirense chamou a atenção para o crescente número de casos de abigeato na região. Contou ainda com a distribuição de panfletos alertando sobre riscos do consumo da carne abatida ilegalmente.

  • Aguardada com ansiedade pelas indústrias do setor, a proposta do novo marco regulatório, que prevê aumento da adição do biodiesel dos atuais 5% para 7% pode ser enviada para o Congresso Nacional nos próximos dias.

  • Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) mostram que o plantio do grão alcançou 624 mil hectares, o que representa 56,3% da área total a ser cultivada no Estado. A Fronteira Oeste é onde a semeadura está mais adiantada, atingindo 82,2%.
    Colaborou Joana Colussi

Fonte: Zero Hora

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