INFORME RURAL | CAMPO E LAVOURA

 

  • Rota bioceânica ainda decepciona

    Com um corredor viário principal de 3,4 mil quilômetros, a rota que liga o porto de Santos, no oceano Atlântico, aos portos de Arica e Iquique (Chile) e de Matarani e Ilo (Peru), no Pacífico, ainda não empolga os exportadores de grãos do país.
    Conhecido como rota bioceânica, o projeto foi uma aposta das autoridades brasileiras para conquistar o mercado chinês, principal importador mundial de soja, mas um estudo do Movimento Pró-Logística apontou que a via ainda é muito cara para ser usada no escoamento da produção.
    Segundo o diretor da entidade, que reúne o setor produtivo de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira, o corredor viário não tem impacto nas vendas externas de grãos. A passagem pela Bolívia é apontada como um dos problemas.
    – Ainda não foi comprovado que a passagem pela Bolívia reduza o custo – afirma Ferreira.
    A obra teve sua última etapa concluída no fim de 2012 em território boliviano e teve um investimento aproximado de US$ 3,7 bilhões. A rota ainda deve ter uma inauguração oficial, mas já enfrenta desafios, como regulamentar normas de trânsito comuns e o peso dos caminhões.

  • BRF mais voltada às exportações

    Como esperava o mercado, a presidência do conselho da BRF nas mãos de Abilio Diniz intensificará a internacionalização da empresa. O foco no mercado externo foi confirmado ontem pelo executivo em entrevistas nas quais afirmou a intenção de aprofundar modelos de gestão e processos, “olhar o macro” e intensificar a internacionalização da maior produtora de carnes e derivados do país e a sexta maior indústria de alimentos do mundo:
    – A empresa tem 65% de mercado interno, tem de pensar em internacionalização. Ainda é pequena a presença lá fora. Exportamos para cerca de 130 países e podemos fazer mais. Também quero trazer experiências do Exterior e melhorar a performance.
    Nildemar Secches, que deixa a presidência da BRF após 18 anos, afirmou que o ano passado foi difícil para a empresa devido ao atraso na aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica da fusão entre Sadia e Perdigão, que dificultava a tomada de decisões de negócios:
    – Abilio é um empresário experiente e de sucesso. Vai continuar fazendo as mesmas coisas, mas com um outro olhar, o que sempre ajuda. Vai rediscutir tudo.

  • Caminhões na espera

    O volume recorde da soja gaúcha a ser exportada nesta safra começou a ganhar forma em Rio Grande, no sul do Estado, onde a equipe de ZH chegou para acompanhar o desembarque do grão.
    Diariamente milhares de caminhões carregados chegarão à cidade, em um número histórico de embarques. A quantidade de cargas é percebida ainda na entrada de Rio Grande, nos pátios de espera dos três terminais graneleiros do porto – Bianchini, Bunge e Termasa/Tergrasa – onde, até maio, o movimento de cargas deve se intensificar. Leia mais em wp.clicrbs.com.br/supersafra.

  • Milho extra

    O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgado ontem apontou aumento na estimativa de produção de milho no Brasil. A safra 2012/2013 deve alcançar 74 milhões de toneladas ante 72,5 milhões da estimativa anterior. A projeção para a safra do grão na Argentina foi mantida em 26,5 milhões de toneladas

  • Perda anual de US$ 450 bilhões

    A perda de terra com a desertificação e a seca equivale a prejuízo anual de até 5% do PIB agrícola (cerca de US$ 450 bilhões). De acordo com estudo da ONU, área cerca de três vezes maior do que a da Suíça se perde devido ao problema todos os anos.

  • Custos de produção menores

    Os custos de produção de frangos de corte e de suínos calculados pela Embrapa registraram nova queda em março e alcançaram os menores números desde junho de 2012. Os valores caíram 4,91% e 4,97%, respectivamente, no mês passado.

Fonte: Zero Hora

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