INFORME RURAL

 

  • Por que os animais chegam cedo ao parque

    Durante a madrugada desta segunda-feira, faltando cinco dias para o início da Expointer, começam a desembarcar no Parque de Exposições Assis Brasil animais que participam da feira. O motivo de tanta antecedência – o pico do movimento é entre quarta-feira e sexta-feira – vai bem além das manchetes de jornais, que costumam registrar com destaque os primeiros a chegar em Esteio.
    Uma série de fatores, que vão desde a distância da cabanha ao bem-estar, ajuda a explicar por que criadores antecipam a viagem. Com mais gente, mais barulho e um local diferente da rotina, os animais podem ficar estressados e, por isso, precisam de um período de adaptação naquela que será sua nova casa durante um período de nove dias.
    Há ainda a necessidade, em alguns casos, de retomar o vigor da balança. No trajeto entre a propriedade e Esteio, animais costumam perder peso. Como o ganho diário médio é um dos quesitos avaliados nos julgamentos, podendo ser critério de desempate, explica José Arthur Martins, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, é preciso tentar compensar a diferença. Em algumas propriedades, a estratégia é engordar os exemplares antes da exposição, para chegar com o peso próximo ao desejado. Até a água ingerida pode provocar estranhamento.
    – Quanto mais sensível for o animal, maior necessidade da antecipação da chegada – observa Fernando Groff, um dos coordenadores da Defesa no parque.
    Por fim, a questão logística também pesa. Conforme Groff, como o volume de animais é muito grande – no total, somados animais de argola e rústicos, são 7.758 exemplares – não seria possível organizar a entrada em apenas um único dia.

  • Do tamanho que merece

    Com cerca de 30% do rebanho de corte gaúcho nas mãos, os pecuaristas familiares carecem de ações e políticas específicas, capazes de atender às necessidades da sua produção. Esse é o diagnóstico feito pelo engenheiro agrônomo Cláudio Ribeiro, extensionista da Emater-RS, autor de ampla pesquisa sobre o tema.
    – A pecuária familiar, antes de um sistema de produção, é um modo de vida – afirmou, durante a 49ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, realizada em Alegrete.
    O evento, organizado pela Farsul debatia o tema De Onde Virão os Terneiros?.
    Entra nesta categoria de pecuarista o produtor com até 300 hectares e mão de obra essencialmente familiar – o que, segundo Ribeiro, soma cerca de 60 mil famílias no Estado. É dessas propriedades que vem entre 40% e 50% dos terneiros de corte produzidos no Estado.
    Durante o evento, foram visitadas três propriedades do município onde a eficiência reprodutiva dos animais se destaca (na foto, a Estância do 28).

  • Mais perto da meta da aftosa

    Com a inclusão do norte do Pará e de mais sete Estados (Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte) como zonas livres de aftosa, o número de animais sem a doença no país chega a 205 milhões, o que representa 99% do rebanho nacional de bovinos e bubalinos, segundo o Ministério da Agricultura. A meta brasileira é chegar aos 100% até 2015. Apenas SC é livre da doença sem vacinação.

  • Grandes e pequenos em pista

    O Campeonato Nacional de Enduro, realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, conheceu neste final de semana seus campeões. A quinta e última etapa foi na Estância da Gruta, em Capão do Leão. Os grandes vencedores foram Alberto Patron (categoria 80 quilômetros) e Christian Moreira (categoria 50 quilômetros), montando respectivamente, Fuego Lento Del Camino e Japori do Rincão da Querência.
    No circuito das crianças, o endurinho, Maria Antonia Zambrano da Rocha, com dois anos e sete meses, era a mais jovem e participava da prova pela segunda vez.

  • Tradicional criatório gaúcho, o Grupo Pitangueira também teve bom desempenho em pista em Rondonópolis (MT). O leilão braford realizado na cidade onde a marca tem uma unidade somou R$ 705,2 mil com a venda de 82 animais. O reprodutor mais valorizado foi comercializado por R$ 31 mil.
    O projeto de identificação bovina está longe de ser unanimidade. Em Alegrete, o presidente do Sindicato Rural, Pedro Piffero, disse que a região não é contrária à rastreabilidade, mas sim, à obrigatoriedade.

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Fonte: zero Hora

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