INFORME RURAL

 

  • Entraves para o início da colheita

    Diante da estimativa de uma safra recorde de soja, a tradicional abertura da colheita no Rio Grande do Sul, amanhã, em Tupanciretã, deverá ser cercada de otimismo e preocupação. O olhar positivo vem dos resultados da lavoura e do mercado internacional, que mantém o grão valorizado. O receio tem origem num problema antigo e cada vez mais atual: o escoamento da produção.
    Embora esteja em uma situação mais privilegiada do que os produtores de Mato Grosso, por exemplo, que precisam descarregar a safra nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), o Estado enfrentará novamente o gargalo logístico.
    As mais de 12,3 milhões de toneladas que devem ser colhidas são praticamente o dobro do que saiu das lavouras castigadas pela estiagem do verão passado, quando, ainda assim, as cooperativas e cerealistas sentiram o entrave de estradas, portos e armazéns aquém da demanda. O que preocupa também é o provável escoamento dos grãos de forma concentrada em um curto período de tempo.

  • Novo embargo à carne suína

    O governo da Ucrânia anunciou ontem a suspensão da compra de carne suína do Brasil. Um comunicado foi enviado pelas autoridades sanitárias para a embaixada brasileira em Kiev, capital do país. O motivo é uma bactéria chamada listeria, que teria sido encontrada em carne congelada de origem brasileira.
    A legislação da Ucrânia determina o embargo de carne in natura contaminada pela bactéria. Conforme a nota técnica do ministério, a existência da listeria na carne suína é comum e não há restrição em vários países, porque pode ser eliminada no cozimento.
    O Ministério da Agricultura já enviou explicações para a Ucrânia. Assim que o plano de ação estiver concluído, uma missão técnica irá ao país do leste europeu com o objetivo de evitar a interrupção do fluxo de exportação de carne suína.
    A medida surpreendeu as indústrias gaúchas. O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (Sips), Rogério Kerber, avalia que a ação dos ucranianos vai além de um embargo sanitário, pois o normal, nesses casos, seria apenas a suspensão da compra do produto dos frigoríficos envolvidos e não de todo o país:
    – Isto é fora do contexto. O nosso entendimento é que deve se tratar de uma barreira comercial.

  • Chineses vão para a Argentina

    Depois de suspender a compra de 2 milhões de toneladas de soja do Brasil devido à demora nos embarques em navios, a importadora chinesa Sunrise pode compensar esse volume na Argentina.
    Conforme o presidente da Associação da Cadeia de Soja Argentina, Miguel Calvo, o país está preparado para atender à demanda, embora reconheça que a oferta ainda é limitada, já que a colheita começou há apenas 20 dias. Estimativas da Bolsa de Cereais de Rosario apontam colheita de 5% da área semeada, que deve ter produção de 48 milhões de toneladas de soja.

  • Produtores debatem prejuízos

    Uma reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), marcada para 5 de abril, em Brasília, vai debater os prejuízos econômicos enfrentados pelos produtores de arroz do Rio Grande do Sul.
    Reivindicações como a defesa do fim do abismo tributário entre Estados brasileiros devem fazer parte da pauta do conselho.

  • Tabaco pode exportar 6% menos

    As exportações brasileiras de tabaco devem ter queda de até 6% em 2013. A previsão foi anunciada na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, em Santa Cruz do Sul. O motivo, segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke, foi porque em 2011 houve uma supersafra e ficaram estoques nas empresas, que foram embarcados no início de 2012.
    Com Joana Colussi, Nestor Tipa Júnior, Vanessa Kannenberg e agências

Fonte: Zero Hora

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