INFORME RURAL

 

  • Infraestrutura pesa no bolso

    Estradas deficientes e baixo aproveitamento de outras alternativas para escoar a produção, como ferrovias e hidrovias, deixam o agronegócio brasileiro menos competitivo e, no fim das contas, refletem-se na renda do homem do campo. O problema, já bastante conhecido, foi esmiuçado e traduzido em números pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Para levar a produção de grãos de uma propriedade rural no Brasil até o porto de Xangai, na China, o custo do transporte é 39% mais caro do que o de uma fazenda nos Estados Unidos até o mesmo destino. Os dados têm como base a safra de 2012.
    Para percorrer 2 mil quilômetros entre os EUA e a China, o custo por tonelada é de US$ 99.
    Enquanto isso, no Brasil, chega a US$ 158. O resultado é que, por aqui, para cada saco de grão produzido, são despendidos R$ 7 a mais em comparação com o que é gasto nos EUA.
    No Rio Grande do Sul, com ferrovias e hidrovias pouco aproveitadas, o custo para transportar o grão para o Porto de Rio Grande pode ser até três vezes maior em relação ao da agricultura norte-americana, conclui o estudo da Farsul. O fardo, alerta o trabalho, pode ficar ainda mais pesado com os recentes aumentos do diesel e a nova legislação sobre a jornada de trabalho dos caminhoneiros.

  • Rei da soja e do milho

    O Brasil, que já era o maior exportador mundial de soja, caminha este ano para destronar os EUA em volume de produção. Mas em outro grão estratégico também pode assumir o lugar mais alto do pódio. Aproveitando a quebra da safra americana, o país pode se tornar o maior exportador global de milho – conforme previsão dos EUA. Segundo estimativa da Conab, o Brasil deve produzir 41 milhões de toneladas em 2013.

  • Até um mês para descarregar

    Os gargalos do agronegócio mostraram a sua face mais visível nos últimos dias nas gigantescas filas de caminhões que aguardam para descarregar soja e milho em alguns dos principais portos brasileiros.
    Em Santos (foto), durante a semana passada a extensão de veículos parados ao longo da rodovia de acesso chegou a 25 quilômetros. Com isso, o tempo de espera é calculado entre 30 e 40 dias.
    No Porto de Paranaguá, no Paraná, o tempo de espera para descarregar um caminhão chega a 20 dias.
    Dá medo do que pode ocorrer em Rio Grande a partir de abril. Para o especialista em agronegócio e energia Marcos Jank, o Brasil poderá experimentar um caos logístico na atual safra devido à produção recorde e à constatação de que os portos e seus acessos encontram-se despreparados para receber tal concentração de cargas.
    Segundo Jank, os congestionamentos aumentam porque 86% da safra do cerrado brasileiro é escoada pelos portos do Sul e Sudeste. Apenas 14% da safra vai para os portos da Região Norte.

  • Cavalo crioulo em debate em Gramado

    As práticas com ultrassom, inseminação artificial e morfologia estão entre as novidades da terceira edição do Congresso do Cavalo Crioulo, a ser realizado de 15 a 17 de março, em Gramado.
    O evento terá ainda mesas-redondas, painéis e palestras sobre reprodução, pelagem, patologias, cuidados com potros, mercado e perspectivas.

  • Reeleito, parte IV

    Valdecir Folador vai chegar a 10 anos à frente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Em assembleia geral da entidade na sexta-feira, foi reeleito para o quinto mandato. Seus pais e avós também eram suinocultores.

  • Languiru terá R$ 5 milhões

    O BRDE e a Cooperativa Languiru, de Teutônia, firmaram convênio que destina R$ 5 milhões para o financiamento de projetos dos 4,5 mil associados. A ideia é que a cooperativa repasse os recursos para produtores interessados em novos investimentos.

Fonte: Zero Hora

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