Indústria gaúcha muda rotina com a pandemia

Sindicato da classe empresarial de Caxias do Sul avalia que momento é de risco e exige ações de prevençãoDesde o início da semana passada, a atividade industrial de Caxias do Sul e da Região da Serra passa por período de estresse elevado, que tem provocado redução drástica na produção, aliada à necessidade de adotar medidas para ajustar as jornadas de trabalho ao momento atual de crise provocada pela propagação do coronavírus (Covid-19).

Principal segmento industrial da região, o metalmecânico já tem definido um acordo entre empresas e trabalhadores para reduzir a atividade usando mecanismos como férias coletivas, banco de horas, flexibilização e trabalho remoto, entre outros.

As duas maiores empresas da cidade, Marcopolo e Randon, definiram férias coletivas de 20 dias, a partir desta segunda-feira, para todos os trabalhadores.

Mesmo caminho foi seguido pela Soprano, de Farroupilha, e Tramontina, que optou pelo fechamento de suas fábricas.

“Neste momento, o mais importante para todos é a preservação da saúde dos colaboradores.

Imaginamos que boa parte das empresas adote férias coletivas e siga as recomendações dos órgãos públicos. Além disso, muitas companhias já aplicaram a modalidade de home office nas áreas administrativas”, ressalta Paulo Spanholi, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Rio Grande do Sul (Simecs, entidade representativa da classe empresarial, que definiu uma convenção coletiva de trabalho extraordinária em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos e a Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia.

Ele afirma não ser possível projetar uma parada geral do setor, mas reforça que o foco do momento é garantir que todos estejam seguros e que as medidas de prevenção sejam seguidas.

Manifesta preocupação especial com as micro e pequenas empresas, que têm no fluxo de caixa seu maior desafio, considerando que, em geral, já têm limitação financeira.

Ainda sem qualquer perspectiva de como as próximas semanas se desenrolarão, Spanholi já estima dificuldades, principalmente em relação à queda de produção e vendas.

Segundo o dirigente, com o funcionamento limitado de todas as atividades, será inevitável administrar um período desafiador até o mercado estabilizar. “Justamente por não se ter uma previsão de quando isso irá ocorrer, não temos como projetar o cenário do futuro”, reforça.

O presidente do Simecs enfatiza que o período é de riscos, que exige o fortalecimento de ações preventivas para inibir a proliferação da Covid-19. “Precisamos estar cientes que a situação é grave e seguir as medidas de segurança e orientações determinadas pelos órgãos de saúde. Neste momento, o foco principal é a saúde da população”, salienta.

O presidente do Simecs enfatiza que o período é de riscos, que exige o fortalecimento de ações preventivas para inibir a proliferação da Covid-19. “Precisamos estar cientes que a situação é grave e seguir as medidas de segurança e orientações determinadas pelos órgãos de saúde. Neste momento, o foco principal é a saúde da população”, salienta.

Fonte: Jornal do Comércio