Indústrias se preparam para receber missão russa

Técnicos já estão no Brasil e chegam ao Estado na próxima semana

Novamente os russos chegam ao Brasil para mais uma série de avaliações de plantas frigoríficas. Depois de uma polêmica passagem em julho deste ano com a expectativa de confirmação de liberação de indústrias, o fato não foi confirmado e ainda por cima houve uma ameaça de suspensão total das importações de carne suína por problemas identificados pelos técnicos nas inspeções. Segundo a alegação dos russos, teria sido detectado o uso de ractopamina, substância estimuladora do crescimento animal em bovinos e suínos, que é proibida nos países que formam a União Aduaneira, que conta, além da Rússia, com Bielorrússia e Cazaquistão. Depois de negociações entre os dois países, os russos decidiram realizar nova inspeção.
Três equipes de técnicos vão fazer os roteiros que visitarão, além dos frigoríficos, propriedades rurais e laboratórios agropecuários. Até o momento, estão confirmadas vistorias em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Estado, estão programadas visitas ao frigorífico da Alibem, em Santo Ângelo, e uma unidade das Conservas Oderich, em Porto Alegre. Para o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (Sips), Rogério Kerber, a expectativa desta vez é diferente, e acredita em um final feliz nesta longa história com os russos.
Ele explica que foi feito um trabalho com as plantas frigoríficas já visitadas anteriormente no sentido de buscar uma adequação ao pedido dos russos. “Cautela nunca é demais, mas esta visita confirma o fato de que existe o interesse na liberação destas plantas, do contrário, não haveria motivos para esta missão”, avalia.
O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, analisa que as indústrias estão fazendo a parte delas em relação aos pedidos dos russos, mas a liberação ainda depende do humor das autoridades do país em relação à necessidade de compras. “Espero que eles encontrem aqui uma situação adequada, e sabemos que nossos processos estão nos conformes”, salienta. Apesar da novela com os russos e de todas as restrições impostas desde junho de 2011, o país do Leste europeu continua sendo o principal destino das exportações de carne suína. De janeiro a outubro, segundo a Abipecs, as importações do Brasil foram de 116,25 mil toneladas.

 

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior

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