Indústria rejeita preços mínimos na integração

Fonte:  JORNAL DO SENADO-DF

A sugestão de Antoninho Rovaris, da Contag, para a inclusão de cláusula de preços mínimos para os produtores consorciados, não foi bem recebida por representantes da indústria. Carlos Alberto Sehn, do Sinditabaco, disse que essa atividade não tem acesso ao financiamentos do Programa Nacional da AGRICULTURA FAMILIAR e está submetida a preços internacionais e à influência do câmbio, entre outros fatores.

– Não há como fixar preços mínimos e submeter as empresas a risco falimentar – opinou.

A inclusão de parâmetros para a qualidade dos produtos, também sugerida por Rovaris, recebeu críticas. Os parâmetros serviriam para evitar critérios unilaterais das indústrias e, com eles, a depreciação dos preços pagos. Waldemir Moka (PMDB-MS) argumentou que seria impraticável a lei se estender a esse tipo de detalhamento.

João Tomelin, que representou a CNI, destacou a forte presença da produção integrada na produção de carnes, especialmente suínos e frangos. Nesse segmento, o Brasil é hoje o terceiro maior produtor mundial, com mais de 12 milhões de toneladas anuais, sendo 3,8 milhões para o mercado externo. Mais de 80% da produção é pelo sistema de integração.

– Isso mostra que o sistema traz vantagens. Além de preservar o produtor das oscilações de mercado, torna a agricultura brasileira muito mais competitiva – avaliou Tomelin.

O diretor financeiro da União Nacional de Cooperativas da AGRICULTURA FAMILIAR e Economia Solidária (Unicafes), Silvio Ney Monteiro, considerou que o projeto contém aspectos positivos, embora não seja solução para segmentos mais amplos da AGRICULTURA FAMILIAR, já que a produção integrada está focada basicamente nos segmentos de frango, suínos e leite.

O gerente jurídico da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Adriano Campos Alves, disse que a entidade assumiu neutralidade no debate sobre a regulamentação da produção integrada porque a integração entre cooperativas e suas associadas não será afetada pela legislação proposta. Ana Amélia confirmou que nesse caso as relações continuarão regidas pela legislação aplicável às sociedades cooperativas.

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