Incêndio e parceria fizeram da safra um "teste de resistência"

Para Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho de administração da Copersucar, a safra 2013/14 foi uma "montanha-russa". A empresa teve que gerenciar – e superar – os transtornos provocados pelo incêndio de outubro do ano passado em seu terminal açucareiro no porto de Santos e, paralelamente, costurar uma importante parceria estratégica com a multinacional americana Cargill para a criação da maior trading global de açúcar, anunciada em março.

"Tivemos que gerenciar emoções, para cima e para baixo, e ainda entregar resultado. Foi um teste rigoroso de resistência. A crise mostrou o comprometimento de sócios, clientes, fornecedores e funcionários", afirmou Pogetti ao Valor.

Com o incêndio em Santos, a Copersucar calcula que tenha perdido R$ 130 milhões, valor que considera gastos na limpeza e na reconstrução do terminal de açúcar e despesas não indenizadas pelo seguro. Também fazem parte desse montante os custos adicionais com frete rodoviário, já que parte das cargas de açúcar teve que ser transportada de caminhão até o porto de Paranaguá (PR). O valor contempla, ainda, os gastos adicionais da ordem de 20% com a "elevação de açúcar" (carregamento no navio), já que a Copersucar usou terminais de terceiros para escoar parte de suas vendas ao exterior.

Tendo em vista a associação com a Cargill, ainda em fase de aprovação por órgão reguladores, a Copersucar não divulgará neste ano sua projeção para a movimentação de açúcar da nova safra, a 2014/15. A empresa espera que a joint venture com a múlti americana comece a operar no último trimestre do ano.

"Com etanol, deveremos manter o mesmo volume no Brasil, uma vez que a produção não deverá crescer. Nos Estados Unidos, deveremos avançar", disse Pogetti. Isso porque, na nova safra, mais uma usina americana de etanol fechou contrato de fornecimento exclusivo para a Ecoenergy. E, segundo ele, há negociações para a adesão de mais duas unidades.

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo

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