Importação de grão volta à pauta

A indústria brasileira de café solúvel, uma das mais afetadas pela atual escassez de oferta de conilon no mercado, está encabeçando um movimento em defesa da importação de grão verde da espécie robusta, por meio de operações de drawback. O objetivo é amenizar a crise de abastecimento da indústria, que utiliza sobretudo conilon na produção de solúvel – 80% da matéria-prima.

Segundo Aguinaldo José de Lima, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), há cerca de 20 dias vêm sendo realizadas reuniões com toda a cadeia produtiva de café, incluindo indústria torrado e moído, representantes de produtores e do Ministério da Agricultura.

"A indústria não consegue comprar café conilon", afirma. Lima diz que o objetivo das reuniões é chegar a um consenso sobre como fazer eventuais importações de café verde sem que isso impacte os produtores brasileiros. Para ele, isso seria possível com importações em fluxos dosados e monitorados.

A eventual liberação da importação de café depende de análise de risco fitossanitário pelo Ministério da Agricultura, cujo objetivo é evitar a entrada de pragas no país. Possíveis origens são Vietnã e Indonésia, onde os preços estão mais competitivos, diz Lima.A indústria de solúvel demanda 4,5 milhões de sacas de conilon por ano e exporta o equivalente a 3,6 milhões de sacas.

 

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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