HORTIFRUTI – Clima favorável indica safra de uva mais produtiva e de maior qualidade na serra gaúcha

Temperaturas acima da média e menor quantidade de chuva, em especial na primavera, contribuem para projeção positiva, dizem pesquisadores

uva (Foto: Pixabay)

(Foto: Pixabay)

As condições meteorológicas na Serra Gaúcha durante o inverno, a primavera e o início do verão indicam que a safra de uva em 2021 deverá ter produtividade maior e qualidade igual ou superior à do ano passado.

A avaliação é de pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho e da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul. Segundo eles, as temperaturas acima da média e o menor índice de precipitações durante a primavera contribuem para a projeção.

“A configuração dos padrões de ocorrência do fenômeno La Niña pode ser considerada o principal fator associado aos baixos volumes de chuva registrados na primavera”, pontua a pesquisadora Amanda Junges, da Secretaria da Agricultura.

Considerando que a restrição hídrica registrada na primavera 2020 foi inédita nos últimos cinco anos, o Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha recomenda que os produtores e técnicos façam uma análise dos parreirais nos locais mais restritivos quanto à capacidade de armazenamento de água no solo.

Outro ponto importante é que as condições de estiagem, aliadas com a grande amplitude térmica diária, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces.

"Contudo, apesar de prevermos maior quantidade em relação a safra 2020, o prognóstico de maiores índices de chuvas em janeiro e fevereiro podem restringir o potencial qualitativo de algumas cultivares intermediárias e tardias”, diz o pesquisador Henrique Pessoa dos Santos, da Embrapa Uva e Vinho.

Na sanidade, a pressão de doenças como míldio, antracnose, escoriose e podridões foi menor no período de outubro a dezembro, apesar da ocorrência de alguns focos de oídio. Por outro lado, algumas pragas foram favorecidas e merecem atenção dos produtores até a colheita, como ácaros, traças dos cachos e mosca-das-frutas.

Diante do prognóstico de temperaturas do ar acima da média e da retomada das precipitações no verão, especialmente em janeiro, a recomendação é que os produtores mantenham o monitoramento e o controle da ocorrência de doenças até a colheita, com destaque para míldio e podridões, respeitando os devidos períodos de carência para os produtos utilizados.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural

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