Horticultores atribuem queda de 13% na produção de tomate à helicoverpa

Técnicos estudam uso da vespa trichogramma para combater pragas em plantações de tomate

Janaína Camelo | Brazlândia (DF)

Reprodução

Foto: Reprodução / MEC

Parasitoide é um inimigo natural da lagarta helicoverpa

A produção de tomate na região Centro-Oeste deve ser 13% menor este ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtores acreditam que um dos motivos é o ataque da lagarta Helicoverpa armígera. A praga, que assola as lavouras de algodão e soja, agora, está sendo encontrada também nas plantações de tomate. Técnicos rurais estudam usar a vespa trichogramma para enfrentar o problema.
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O estrago provocado pela lagarta pegou os agricultores de surpresa no município de Brazlândia. O produtor Ronnyvon Ribeiro Passos cultiva tomate há 14 anos. Ele conta que essa foi a primeira vez que encontrou a helicoverpa na plantação.

– Isso assusta, pois não é possível matar essa praga. Os defensivos não ajudam. Assim vou perder toda minha lavoura e ter um prejuízo muito grande – disse o produtor.

Passos destaca que o reforço na aplicação de defensivos não adiantou. Foi preciso realizar o manejo integrado, com produtos químicos e biológicos para controlar a praga. Porém, o produtor ainda consegue encontrar a lagarta em alguns pés da fruta.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (US), o volume colhido na região está baixo por causa do ataque da lagarta, que está migrando das lavouras de algodão e soja para o tomate. No país, ainda não há produtos específicos para o combate à praga. O técnico da Emater de Brazlândia, Aislan Moreno, diz que a entidade está apostando na vespa trichogramma, um parasitoide inimigo natural da helicoverpa.

– O ideal seria usar esses parasitas que atacam os ovos e as lagartas. Na verdade tem que ser um manejo regional. Não adianta nada o produtor botar parasita, que não é barato, e no lado, o vizinho está botando orgânico e matar os parasitas todos. É preciso orientar os agricultores – destaca Moreno.
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Fonte: Ruralbr

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