Hong Kong veta carne de frango de planta da Aurora

Unidade de Xaxim/SC está desabilitada para exportações ao país

O governo de Hong Kong, província autônoma da China, suspendeu a importação de carne de frango da unidade da Aurora Alimentos de Xaxim (SC), conforme comunicado divulgado nesta terça-feira no site do Centro de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) do país. A medida, segundo o órgão, deve-se à presença de traços de novo coronavírus em lote de asa de frango congelada pertencente ao frigorífico brasileiro e detectada na semana passada pelo município de Shenzhen.

De acordo com o comunicado, "por uma questão de prudência", o CFS também suspendeu temporariamente o pedido de licença de importação de carne de frango para Hong Kong da fábrica em questão, de número de registro: SIF601, enquanto espera por mais investigação do caso e detalhes de teste das autoridades competentes.

O Departamento não cita nominalmente a empresa, mas sim seu número de registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O comunicado informa que o CFS ao saber do incidente, em 13 de agosto, imediatamente contatou autoridades de Shenzhen e do Brasil para entender o caso, e acompanhou os principais importadores e varejistas locais, mas a busca revelou que o lote de asas de frango em questão ainda não estava à venda em Hong Kong, de acordo com a nota.

O órgão disse também que após o ocorrido em Shenzhen coletou 40 amostras de carne de frango congelada do Brasil em níveis de importação e atacado para teste da Covid-19 "como medida de precaução" e constatou que todas as amostras foram negativas para a Covid-19, destacou o CFS no comunicado.

Procurada para comentar o assunto, a Aurora Alimentos se pronunciou apenas por meio de nota, emitida pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com relação ao anúncio feito por Hong Kong, a entidade informa que está apoiando a empresa associada "para a apresentação dos esclarecimentos, com bases técnico-científica". A ABPA também irá atuar conjuntamente com o Ministério da Agricultura nas tratativas com as autoridades de Hong Kong, para que a situação se clarifique e se restabeleça.

A entidade ressalta que ainda não houve notificação oficial da suspensão e ressalta que como é colocado pela própria autoridade sanitária de Hong Kong, "não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)". A ABPA acrescenta que apoiará a busca por soluções no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC),.

Fonte: Jornal do Comércio

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