Holanda mira agronegócio brasileiro e intensifica atração de investimentos

Setor é uma das prioridades do país europeu, que pretende focar nas médias e pequenas empresas

por Hanny Guimarães

Divulgação/NFIA

Médias e pequenas empresas do agronegócio são prioridade da Agência Holandesa de Investimentos, diz Egbert Hartsema, diretor-geral do escritório no Brasil (Foto: Divulgação)

Inaugurado em novembro do ano passado, em São Paulo, é agora em 2013 que a primeira Agência Holandesa de Investimentos da América Latina pretende intensificar as ações de atração de investimentos do Brasil para a Holanda.
Com a economia brasileira em crescente expansão, o governo holandês concluiu que o governo e as empresas evoluíram de maneira importante e se tornaram protagonistas no mercado internacional. “Eles tem cada vez mais oportunidade de ir para fora e estabelecer operações no exterior”, disse Egbert Hartsema, diretor-geral do escritório. “A ideia aqui no Brasil é promover e articular as inúmeras possibilidades de negócios que a Holanda oferece a empresas e investidores brasileiros”, explica. A Agência faz a mediação entre as companhias que desejam seguir para a Holanda e as instituições competentes no país.
Mais conhecido por ser um dos principais centros logísticos da Europa, a Holanda vem buscando estender o sucesso da infraestrutura também para o desenvolvimento de pesquisas e um dos fatores que ganha cada vez mais importância é a tecnologia. “Cerca de 85% das universidades holandesas estão entre as melhores do mundo”, afirma Hartsema. O foco, segundo ele, é desenvolver novas tecnologias, novos produtos e a ideia é atrair cada vez mais estudantes estrangeiros. A Universidade de Wageningen é a número 1 em tecnologia de alimentos e a que vem atraindo a maior parte dos pesquisadores brasileiros. “Existe uma tecnologia que acaba sendo um fator de atração também para que as empresas se instalem. Nós apresentamos esses como pontos primordiais para as empresas se manterem atualizadas aqui”. A área mais buscada é a do agronegócio.

Foco no agronegócio

O setor, a propósito, é prioridade na busca de investimentos da Agência. Um dos motivos, para Hartsema, é que o Brasil tem grande vocação para o agronegócio. Outro fator, diz ele, se deve à quantidade de empresas com potencial de internacionalização. “É um número muito grande e se trata de uma área muito ampla, indo desde exportadores de soja até produtores de carne, produtores de papel e celulose”, comenta.
Em junho, o governo holandês pretende realizar um seminário em São Paulo para discutir métodos de pesquisa na agricultura e pecuária. A ação deve promover a reunião de representantes do setor e iniciar o contato das empresas, profissionais e pesquisadores com a Agência de Investimentos.
Empresas como BRFoods e Marfrig já tem atividades no país há algum tempo, mas agora a Holanda está de olho nas médias e pequenas empresas. Hartsema afirma que além de facilitar a instalação das companhias em território holandês e oferecer condições de crescimento internacional, a Holanda também tem um sistema fiscal bastante competitivo que pode atrair os investimentos. A tava corporativa de imposto de renda é de 25% o que, segundo ele, é um número relativamente baixo na Europa. Outro atrativo, é que se a empresa tem produtos desenvolvidos na Holanda, ou seja, pesquisa e desenvolvimento feito no país, o lucro gerado com esse produto passa a ser tributado em 5%.
A meta da Agência é conseguir levar ao menos 10 empresas brasileiras para iniciar operações na Holanda ainda este ano. O número é alto, mas as conversas já começaram com entidades e empresários que se mostram abertos às propostas e ao crescimento.

Fonte: Globo Rural

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