Heringer investe em duas novas fábricas de mistura

A Heringer, uma das maiores empresas de fertilizantes no país, iniciou a construção de duas novas unidades misturadoras de adubos no país, uma em Candeias (BA) e outra em Rio Grande (RS). Segundo Rodrigo Bortolini Rezende, diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, as plantas vão substituir outras que eram terceirizadas.

Assim, a Heringer continuará a contar com 21 unidades do gênero no Brasil. Entretanto, com a substituição sua capacidade de produção total deverá aumentar para cerca de 6,5 milhões de toneladas por ano. Em 2013, a companhia comercializou cerca de 5 milhões de toneladas de fertilizantes.

As novas unidades deverão começar a operar no início do ano que vem, e estão inseridas no Capex projetado para 2014, de aproximadamente R$ 70 milhões.

Além desses investimentos, a Heringer também anunciou ontem seus resultados no primeiro trimestre. A empresa encerrou o período com lucro líquido de R$ 32,1 milhões, ante prejuízo líquido de R$ 11,875 milhões no mesmo período de 2013. O desempenho foi considerado o melhor da história da companhia para o intervalo.

A receita líquida da companhia alcançou R$ 1,193 bilhão nos primeiros três meses do ano, alta de 9,1% ante o período de janeiro a março de 2013. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi 232,7% superior, na mesma comparação, e chegou a R$ 66,4 milhões.

A companhia informou que entregou 1,083 milhão de toneladas nos primeiros três meses de 2014, um crescimento de 10,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. No período, o destaque foi a comercialização de adubos para o cultivo de milho safrinha e café.

Rezende afirma que os resultados obtidos estão em linha com o crescimento do mercado nacional de fertilizantes. As vendas em todo o país já cresceram 10,6% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2013, percentual maior que os 5,2% apurados em todo 2013, de acordo com as estatísticas da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Além disso, o diretor da Heringer realça que os clientes da companhia estão com boas condições financeiras e que no caso de algumas culturas, como o café, a demanda aumentou depois da recuperação dos preços.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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