Grupo japonês Zen-Noh torna-se sócio de Amaggi e Dreyfus

A Amaggi e a Louis Dreyfus Company (LDC) Brasil anunciaram ontem a entrada da subsidiária brasileira do grupo japonês Zen-Noh Grain como sócia em sua joint venture, que atua na originação e embarque de grãos. O grupo está entre as maiores cooperativas agrícolas do mundo.

Cada um dos três acionistas passará a deter participação e direitos iguais na joint venture, criada em 2009. Assinado no fim do ano, o acordo para compra de participação está sujeito à aprovação pelos órgãos governamentais no Brasil e no exterior. O valor do negócio não foi revelado.

Além da originação de soja e milho, a joint venture opera terminais portuários por meio das subsidiárias Amaggi & LD Commodities e Amaggi & LDC Terminais Portuários em Matopiba – confluência de Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

Em nota, a Amaggi informou que a incorporação da Zen-Noh Grain Brasil visa "contribuir com as operações em umas das regiões produtoras de grãos mais promissoras do Brasil e fortalecer a parceria no Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)". A joint venture é uma das consorciadas no terminal maranhense, ao lado da CGG, NovaAgri (adquirida pela Toyota) e Glencore.

A Zen-Noh Grain Brasil é subsidiária da Zen-Noh Grain Corporation (ZGC), que por sua vez pertence à cooperativa agrícola japonesa Zen-Noh (Federação Nacional de Associações Cooperativas Agrícolas), de Tóquio.

Anualmente, a ZGC transporta cerca de 13 milhões toneladas de grãos, cereais e derivados por meio de seu terminal na costa do Golfo dos Estados Unidos.

A Zen-Noh tem hoje 993 cooperativas associadas, responsável tanto pelo abastecimento de insumos quanto pela comercialização de produtos agrícolas, e controla cerca de 30% do mercado de ração no Japão, o maior importador mundial de milho, segundo comunicado. O grupo registrou lucro líquido de quase 19 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 166 milhões) no ano-fiscal encerrado em 31 de março de 2016. As vendas anuais do grupo japonês giram em torno de US$ 50,5 bilhões.

Por Bettina Barros | De São Paulo

Fonte : Valor

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