Grãos voltam a armazéns da Cotrijui

Depois de ter passado a última safra de verão com armazéns vazios devido à crise de credibilidade entre seus associados, a Cooperativa Agropecuária & Industrial Cotrijui voltou a receber grãos. Segundo o gerente da unidade de Ijuí, Alceu Van Der Sand, pelo novo modelo de comercialização, o associado deixa seu produto depositado na cooperativa, no sistema de armazém geral, no qual a Cotrijui recebe apenas a taxa de armazenagem, de 5% sobre o volume estocado. Quando o produtor quiser vender pode retirá-lo ou pedir que a cooperativa faça o negócio. ‘Pretendemos receber de 30% a 40% de todo o trigo produzido em nossa área’, afirma Sand.

Mesmo assim, segue o impasse na tentativa de sanar as dívidas acumuladas pela cooperativa. A hipótese do Rabobank ser contratado para alicerçar um plano de reestruturação da Cotrijui, primeiro passo para que fossem buscados R$ 600 milhões via BNDES, foi definitivamente sepultado. De acordo com o presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs), Vergilio Perius, há duas semanas, o banco, especializado em gestão agrícola e suporte global, comunicou que não poderia assumir a empreitada. A dívida da Cotrijui com fornecedores, produtores e funcionários supera R$ 500 milhões. ‘Nós repassamos a informação à cooperativa e desde então temos informação zero sobre a situação’, explica Perius.

Na semana passada, uma reunião com associados teria discutido alternativas após o banho de água fria, como a formação de uma S.A. juntamente com outras cooperativas em paralelo à negociação existente de um financiamento próprio de R$ 200 milhões, o valor que seria devido aos produtores. Representantes da diretoria da cooperativa não foram localizados para comentar o atual cenário.

Fonte: Correio do Povo

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