GRÃOS | Produtor teme custo extra com envio de novo pedido

Além das incertezas geradas pela demora na liberação dos projetos para irrigação encaminhados desde o começo do ano no Estado, os produtores gaúchos alegam que a burocracia também trará custos extras.
Se as autorizações do Mais Água, Mais Renda não chegarem ao agricultor antes de 30 de junho – quando termina o ano agrícola – taxas de juro mais altas passarão a valer, conforme as regras do Plano Safra 2014/2015. Aqueles que não conseguirem a liberação para instalar pivôs até o fim deste mês precisarão reencaminhar o pedido de financimento aos bancos.
– Já paguei um técnico para elaboração do projeto. Se precisar fazer um novo, terei prejuízo – reclama um agricultor do noroeste do Rio Grande do Sul, que prefere não ser identificado por receio de ter o andamento do projeto prejudicado.
No ano passado, ele conseguiu irrigar 70 hectares de soja e cem hectares de milho em propriedades da família por meio do Mais Água, Mais Renda.
– Na primeira vez, em menos de cinco meses o projeto foi aprovado, o financiamento encaminhado e os pivôs instalados. Agora, estou há quase três meses esperando sem nenhuma previsão de retorno – reclama o produtor, que pretende investir R$ 1 milhão para irrigar mais 70 hectares.
A diferença em relação ao ano passado, relatam profissionais que atuam na elaboração dos projetos, é a necessidade de análises prévias das exigências e formalização de laudo técnico. Antes das novas regras, as liberações eram feitas e os produtores tinham prazo de 90 dias para apresentar toda a documentação. O efeito também já bate no varejo. Um representante de um fabricante de pivôs em Santo Ângelo, que prefere não se identificar, tem mais de cem equipamentos entulhados, esperando as liberações. As filiais em São Borja e Palmeira das Missões poderão ser fechadas.

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Fonte: Zero Hora

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