GRÃOS | Mais conhecimento e sementes no mercado

Sem a escassez de sementes importadas da Argentina, como ocorreu em 2013, a expectativa da Associação Brasileira de Produtores de Canola (Abrascanola) é de que 50 mil hectares sejam semeados com o grão neste ano. O impacto direto dessas lavouras na economia do Rio Grande do Sul será de R$ 100 milhões, estima o presidente da entidade, Luis Gustavo Floss.
O estímulo para a expansão vem especialmente da rentabilidade do grão, com cotação atrelada à soja, e do maior conhecimento dos produtores gaúchos sobre a cultura.
– Temos mais tecnologia disponível, e a oleaginosa entra como uma alternativa no inverno, ajudando a reduzir as plantas daninhas – explica Floss.
Gilberto Schultz, 59 anos, de Ernestina, começou a investir na canola há cinco anos para reduzir a invasão de azevém nas lavouras de trigo. O primeiro plantio foi em 20 hectares, com rendimento de somente oito sacas por hectare.
– Eu não sabia o que fazer, não conhecíamos a cultura direito – avalia o produtor rural.
Neste ano, com a canola cultivada em 150 hectares, a mesma área destinada ao trigo, espera colher 30 sacas por hectare.
– É uma cultura de alto risco, especialmente na época de colheita (a flor que dá origem ao grão é facilmente danificada pela chuva e pelo vento). Mas o que compensa é a liquidez no mercado, com o preço balizado pelo valor da soja – avalia Schultz.
Com áreas maiores destinadas à canola, crescem também o conhecimento e a tecnologia.
– Hoje, existem equipamentos e insumos específicos para essa cultura, o que estimula o investimento e melhora os resultados – avalia Alencar Rugeri, engenheiro agrônomo da Emater-RS.
Na Europa, a canola é uma das mais importantes matérias-primas para o biodiesel, inclusive pelo aproveitamento de grãos descartados na comercialização da oleaginosa para outros fins.

MULTIMÍDIA

 

Fonte: Zero Hora

Compartilhe!