Grão nobre

O Brasil poderia ser autossuficiente em trigo. Bastaria que Rio Grande do Sul e Paraná ampliassem suas lavouras, o que é factível, e que se incorporassem à produção nacional vastas áreas do Centro-Oeste. Tecnologia para isso, Embrapa e órgãos estaduais de pesquisa podem prover.
O que impede a expansão da triticultura nacional é o mercado. Sai mais barato para um moinho do Nordeste importar trigo da Argentina, por via marítima, do que levar o cereal gaúcho de caminhão para lá. Há, também, a questão da força de glúten. Embora a qualidade do trigo brasileiro tenha aumentado, o chamado grão duro, importado da Argentina, ainda é o preferido para panificação.
O produtor se sente desmotivado a investir na cultura, porque os preços são insuficientes.
A proposta governamental de garantir um preço mínimo melhor pode trazer novo ânimo à atividade.
Como gaúcho, o ministro Mendes Ribeiro Filho sabe o quanto o trigo já foi importante para a economia do Estado.
E pode voltar a sê-lo.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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