Grito da Terra no Rio Grande do Sul acontece no dia 30 de maio

FREDY VIEIRA/ARQUIVO/JC

Weber espera dois mil produtores para o Grito da Terra na Capital

Weber espera dois mil produtores para o Grito da Terra na Capital

A Fetag-RS promete para o dia 30 de maio, em Porto Alegre, a manifestação estadual do Grito da Terra. A data foi definida ontem, durante assembleia geral da entidade, que contou com a participação de representantes de mais de 250 sindicatos de trabalhadores rurais.
O evento acontecerá no mesmo dia dos protestos do Grito da Terra em Brasília. Segundo o presidente da Fetag-RS, Elton Weber, a entidade deverá enviar quatro ou cinco ônibus com representantes para a capital federal, enquanto em Porto Alegre as manifestações devem receber cerca de 2 mil pessoas. Entre as reivindicações defendidas pelos pequenos produtores estão auxílios para os atingidos pela estiagem, como custeios pecuários e a abertura de uma linha de crédito, no valor de R$ 10 mil, para capital de giro e manutenção familiar dos agricultores que estão adimplentes. “Nossa proposta é que esse financiamento seja concedido com 1% de juro ao ano, prazo de dez anos para pagar e rebate de 50%, mas o governo ainda não sinalizou nenhuma resposta sobre esse tema.”
Durante o encontro de ontem, a advogada Jane Berwanger, da Fetag, e Neri Perin, advogado que iniciou o processo contra a cobrança de royalties sobre a produção de soja pela Monsanto, também prestaram esclarecimentos sobre o andamento do processo que os agricultores movem contra a multinacional. Perin enfatizou que a sentença do juiz Giovani Conti, da 15ª Vara Cível, de Porto Alegre, continua valendo.
“É importante ressaltar que as demais determinações da sentença (ilegalidade da cobrança, prescrição das patentes, direito de fazer semente própria e trocá-la entre os agricultores e a devolução de todos os valores cobrados pela Monsanto a esse título) permanecem vigentes”, observou Perin.
O advogado esclareceu que a Monsanto entrou com medida cautelar no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) e conseguiu efeito suspensivo relativo à liminar que determinava a imediata suspensão da cobrança de royalties sobre a produção de soja. No entanto, essa medida já está sendo contestada pelos dois advogados, que aguardam apreciação do juiz.

Fonte: Jornal do Comércio |

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