GRAOS | Nova isenção é encarada como ameaça

Se a boa notícia do ano passado foi a produção, a preocupação surgiu com as dificuldades de venda. A isenção da cobrança da Tarifa Externa Comum – imposto cobrado do trigo trazido de fora do Mercosul – se estendeu de abril a novembro e fez as indústrias lotarem os estoques com o cereal, atrasando a compra da produção gaúcha.
Como o Brasil segue dependente do trigo do Exterior e o cenário internacional se mantém semelhante, com a Argentina, principal fornecedor brasileiro com vendas em baixa, o temor dos representantes do setor é que o Planalto reedite a medida em 2014.
– Estivemos em Brasília e pedimos que não autorizassem novas importações até que o Estado tivesse comercializado sua produção, para não achatar o preço – afirma Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Estado.
O presidente da Fecoagro, Paulo Pires, também é contra nova isenção:
– Há mais de 500 mil toneladas da safra passada para vender. E temos ainda trigo do Mercosul.
A situação da Ucrânia também pode impactar o mercado. A incerteza quanto ao fornecimento do cereal pelo país europeu, sexto maior exportador mundial, pode ser uma oportunidade.
– Se reduzirem as exportações da Ucrânia, é bom para o Estado, pois temos trigo similar para vender – afirma Elcio Bento, analista do mercado de trigo da Safras & Mercado.

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Fonte: Zero Hora

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